A importância da cultura digital no mercado de trabalho
Enviada em 06/07/2020
Desde a Grécia antiga, o filósofo Platão já havia descrito que: ‘‘A necessidade é a mãe da inovação’’, destarte, pode-se afirmar que a otimização do trabalho é um processo fundamental para a melhor produção de bens e de qualidade de vida. Nesse sentido, a cultura digital se tornou um dos pontos de maior relevância para o mercado de trabalho, tendo em vista a sua alta eficiência no que diz respeito a facilidade em se executar processos comunicativos e mecânicos. Contudo, é fundamental se discutir sobre até que ponto a necessidade de criação tecnológica é necessária, uma vez que a sua presença é nociva tanto para a afetividade humana quanto para o desemprego estrutural.
Em prelúdio, cabe ressaltar que, apesar de o mundo cibernético ser um importante instrumento produtivo, ele ainda não é capaz de desemprenhar funções essenciais dos seres humanos. Nesse sentido, ao olhar-se para a sociabilidade e criatividade humana, é nítida a funcionalidade que estes possuem, superando o meio informacional, seja pela necessidade humana de interação física, ou pelo reconhecimento afetivo. Desse modo, segundo o aluno de Platão, Aristóteles, o homem é um ser social, demandando não só satisfazer-se de bens materiais como também emocionalmente. Portanto, ao se aplicar tecnologia informacional em detrimento da interação humana, gera-se um ganho lucrativo, porém um ônus na qualidade de mão de obra, justamente pela ausência de cuidado emocional com os funcionários, de modo que um compense o outro financeiramente, logo, desnecessário.
Outrossim, além das relações afetivas, outro fator preocupante em relação à cultura digital no mercado de trabalho, são as demissões e faltas de vagas de emprego geradas pela substituição da estrutura humana por softwares e máquinas. Sob esta ótica, a trilogia cinematográfica ‘‘Matrix’’, demonstra como é um mundo onde os humanos apenas existem, e tudo o mais é realizado por máquinas, revelando a importância do uso adequado da tecnologia. Assim, fica claro que, apesar desses mecanismos economicamente serem importantes para uma empresa, não melhoram necessariamente a economia de e a qualidade de vida coletiva, justamente pela falta de empregos, tornando o lucro individual da empresa em crises nacionais de desempregabilidade e dessensibilização afetiva, pois a necessidade, como descrita por Platão, é que deve ditar o modo com que a tecnologia deve ser aplicada e não a lucratividade isolada.
Em suma, é dever de qualquer fornecedor de serviços aprender a aplicar o equilíbrio entre tecnologia da informação e seres humanos, por meio de acompanhamento de especialistas administrativos e psicólogos, a fim de manter os empregos e a saúde mental dos trabalhadores, sem deixarem de lucrar com suas atividades, além de corroborar para uma economia mais estável em proporção nacional.