A importância da cultura digital no mercado de trabalho

Enviada em 09/07/2020

A globalização, após a Guerra Fria na década de 1980, possibilitou o advento do meio técnico-científico infomacional. Por consequência, tal fenômeno revolucionou as relações socioeconômicas e, sobretudo, trabalhistas, de modo a torná-las mais complexas. Com efeito, percebe-se a importância da cultura digital no mercado de trabalho contemporâneo, ora pelo contexto tecnológico vigente, ora pela burocracia do quadro laboral hodierno, o que torna mister analisá-los.

A princípio, é imperativo pontuar a vigência da Quarta Revolução Industrial, isto é, a maior aquisição evolutiva de sistemas técnicos e científicos. Sob esse viés, a participação de mecanismos virtuais no mercado de trabalho proporcionam um cenário corporativo mais dinâmico e adequado ao contexto hodierno. Tal fator comprova-se a partir de pesquisas do Fórum Econômico de Davos, que afirmam que a participação tecnológica nas empresas aumenta a produtividade laboral, no que tange ao planejamento e à comunicação entre indivíduos. Dessa maneira, é nítido que a cultura digital fomenta a eficiência trabalhista.

Outrossim, é válido averiguar que a progressiva inserção de aparatos digitais no mercado contribui com a redução da burocracia. Isso ocorre, em metodologias práticas, por meio do aumento significativo de empreendimentos menos centralizados e de um progressivo aumento no número de ocupações de ofício. Tal fenômeno evidencia-se por meio de estudos britânicos realizados pela Universidade de Oxford, que alegam que a integração da tecnologia no ambiente corporativo tem gerado diversos novos empregos no século XXI. Logo, é substancial que a descentralização administrativa no mercado de trabalho seja mantida de forma ainda mais eficaz.

Em síntese, a observação crítica dos fatos mencionados reflete a necessidade de mudanças para tornar o panorama trabalhista atual mais promissor. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, mediante verbas públicas, implementar o letramento tecnológico nas escolas, a partir de disciplinas voltadas para a qualificação técnica, a fim de tornar os cidadãos, desde cedo, mais aptos ao mercado de trabalho contemporâneo. Ademais, cabe ao Governo Federal, por meio de parcerias com empresários de municípios carentes, investir em recursos tecnológicos para futuros projetos de geração de empregos nesses locais, em troca de parcial isenção tributária, com o intuito de tornar a relação entre a tecnologia e serviços mais democrática. Assim, a conjuntura laboral hodierna tornar-se-á mais compatível com as exigências em voga.