A importância da cultura digital no mercado de trabalho

Enviada em 13/07/2020

A Terceira Revolução Industrial proporcionou no final do século XX, a transição da era industrial para era digital, uma conjuntura que fez com que a sociedade imergisse em um mundo virtual. Ao passo que, atualmente, é impossível analisar os postos de trabalho sem a influência da tecnologia, como se observa na mecanização no campo e a intensa utilização dos meios de comunicação nas empresas. Desse modo, percebe-se que apesar da importância que a cultura digital exerce no mercado de trabalho, nota-se que nem todo o corpo social está inserido nesse ambiente tecnológico e também observa-se a omissão das escolas diante desse nova conjuntura.

Em primeiro lugar, embora a Organização das Nações Unidas configura o acesso à internet e aos meios tecnológicos como um direito fundamental, nota-se uma realidade que não dialoga com esse pensamento. Prova disso, é o ensejo brasileiro, em que segundo os dados do IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- 67% da sua população não usufrui da conexão via rede. Assim, nota-se a dificuldade de inserir esses indivíduos no mercado de trabalho, uma vez que a falta de contato com tais meios os tornam inadequados para a nova conjectura laboral apresenta pelo cenário digital. Consoante a isso, a falta da promoção da igualdade de acesso no país revela o pensamento do escritor Lima Barreto, o qual diz que o Brasil é dividido em dois mundo, o do privilegiado e o do deserdado.

Além disso, segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Nesse sentido, entende-se que a escola deveria ser esse local propício de desenvolvimento do estudante, a fim de prepará-lo para realidade fomentada pela Terceira Revolução Industrial. Contudo, nota-se uma instituição escolar que reverbera o século  XIX, haja vista que ao observar- quadro negro na frente da sala de aula, cadeiras enfileiradas e o professor lecionando a aula em pé- percebe-se exemplos de uma sociedade da época do sistema fordista, que utilizou esse cenário para os alunos familiarizarem com o ambiente fabril. Dessarte, compreende-se que a conjuntura obsoleto das escolas dificulta  a sua conexão com o intenso desenvolvimento tecnológico presente no mercado de trabalho.

Logo, é mister que o Estado intervenha nesse situação. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, mediante a repasse de verbas governamentais, reestruturar as instituições escolares. Isso ocorrerá com salas de computação e robótica, as quais permitirão ao aluno o contado com a tecnologia, com o proposito de preparar para o quadro fomentado pela cultura digital nos postos de trabalhos. À luz disso, com uma escola que opera diante das demandas atuais, permitir-se-à  inclusão digital e também a construção de um país igualitário.