A importância da cultura digital no mercado de trabalho
Enviada em 29/07/2020
Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa no mercado de trabalho é o oposto do que o autor prega, uma vez que quem não se adapta à cultura digital está fadado a ser taxado como “atrasado”, havendo a necessidade de medidas para incluir essas pessoas. Esse cenário antagônico é fruto: da carência tecnológica de algumas empresas, além da falta de informação e preparação de parte da população sobre a indústria 4.0.
Precipuamente, é fulcral pontuar que, com os avanços da Quarta Revolução Industrial, nas décadas de 1980 e 1990, a tecnologia tornou-se indispensável em vários setores da sociedade, incluindo no mercado de trabalho. Porém, a realidade de várias empresas, em relação aos meios tecnológicos, é precária. Essa situação é inaceitável, todavia, demonstra o quanto, ainda hoje, principalmente em países com uma alta desigualdade social, como o Brasil, o atraso tecnológico tem por consequência a baixa competitividade desses empreendimentos, quando comparados a indústrias com maiores investimentos em tecnologia.
Ademais, além do atraso das indústrias, parte da população economicamente ativa também não está totalmente inserida no mundo digital. No filme “O Estagiário”, Robert de Niro interpreta um senhor com dificuldades de adaptar-se a um emprego, no qual demanda o uso de acessórios modernos. A película demonstra a dificuldade de muitos trabalhadores frente ao uso de aparelhos “high tech”, afetando a produtividade dessas pessoas. Essa realidade é um absurdo, pois evidencia o descaso de governos e empresas de inserir esse público adequadamente ao mercado de trabalho, podendo provocar o aumento no número de desempregados.
Portanto, infere-se que medidas exequíveis são necessárias para melhorar essa problemática da cultura digital. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, de que as empresas e governos locais realizem treinamentos sobre o uso de aparelhos modernos, além de disponibilizar instrutores para atender, em especial, os trabalhadores idosos. Essas medidas serão implementadas mediante parcerias com instituições privadas de tecnologia e escolas de informática, visando a diminuir o atraso tecnológico e inserir de maneira adequada o trabalhador à cultura digital. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo no qual esse problema causa, e a coletividade chegará mais perto da “Utopia” de More.