A importância da cultura digital no mercado de trabalho
Enviada em 24/07/2020
Em contexto de Segunda Guerra Mundial, a tecnologia passou por significativas mudanças, o que posteriormente concedeu a vitória dos aliados em relação aos nazistas, fomentando o advento da globalização exponencial. Nuances desse cenário transladaram-se, presentes na hodiernidade, haja vista a presença das tecnologias no cotidiano e no trabalho. Não obstante, o desmazelamento das superintendências, que falham promover a especialização dos indivíduos para o novo contexto para diminuir o desemprego, além do uso exacerbado pelos sujeitos, acarreta o aumento das desigualdades sociais, além da perca da genuinidade das relações, que se tornam majoritariamente virtuais.
Em primeira instância, a valorização da cultura digital para o mercado de trabalho é fator imprescindível para a sociedade brasileira, cláusula pautada no artigo 218 da Constituição Federal. Nesse sentido, a implementação de mecanismos, como cursos profissionalizantes, que visam inserir sujeitos que tiveram seus empregos extinguidos, faz-se necessário para diminuir os agraves sociais que a automação tem provocado. Infelizmente, a anomia do governo - termo caracterizado pelo sociólogo Émile Durkheim como a ausência ou desintegração de regras sociais - no que tange à promoção gratuita de especialização, coloca em xeque a o direito citado na Carta Magna.
Em segunda instância, o curta-metragem “Escravos da Tecnologia”, de Steve Cutts, evidencia o uso exacerbado dos aparelhos eletrônicos no dia-a-dia dos sujeitos em detrimento das relações genuínas. Frente a isso, fica clara a dificuldade em ponderar o uso de tais instrumentos, visto que por estarem inseridos na rotina, as pessoas passam a ser reféns de tais mecanismos. Além disso, o sociólogo Pierre Bourdieu destaca que a sociedade possui inúmeros meios de simbolismos de opressão, cuja indústria midiática desempenha papel preponderante na economia e no entretenimento. Destarte, as escolhas individuais são influenciadas por esteriótipos sociais, colocando em xeque o tempo voltado ao aproveitamento das relações sólidas.
Urge, portanto, que medidas sejam implementadas para a resolução da problemática. Compete ao Ministério da Economia disponibilizar cursos, realizados por meio de plataformas online, com aulas presenciais no mínimo duas vezes por semana, aos indivíduos que perderam seus empregos devido à automação exacerbada, a fim de diminuir os agraves sociais desencadeados. Ademais, compete ao Ministério da Cidadania elaborar simpósios, propagados por meios midiáticos, como internet e televisão, e redigidos por profissionais em Recursos Humanos, com a finalidade de sensibilizar a população no que tange à negligência das relações autênticas. Assim, espera-se a diminuição dos descaso governamental e a aniquilação dos malefícios acarretados pela globalização exacerbada.