A importância da cultura digital no mercado de trabalho

Enviada em 23/07/2020

Conhecidos como Millennials, imersos nas transformações da ciência, tecnologia e informação advindas da terceira revolução industrial, as gerações Y e Z estão cada vez mais conectados, interativos e conscientes quanto aos novos estilos de vida, consumo e produção. Ao passo que a tecnologia e inteligência aplicadas aos processos de criação e fabricação expandiu o leque de possibilidades de atividades como lazer,estudo e trabalho, com alterações cada vez mais constantes, se fez necessário, meios de lidar com os impactos da cultura digital no mercado de trabalho, seja pela mudança na maneira de executar os ofícios ou o desequilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho.

É importante ressaltar que a migração para o ambiente virtual, possibilitou ao trabalhador maior flexibilidade em seus horários e liberdade em relação ao seu local de trabalho. Nas empresas, o uso eficiente de planejamento e tecnologia permitiu a descentralização de controle dos processos produtivos e a automatização, principalmente aplicados aos regimes industriais de manufaturas, se alinhando ao conceito de indústria 4.0. Em contrapartida, o uso das máquinas em detrimento ao trabalho humano pode resultar na redução dos postos de trabalho e no desemprego, assim como as novas modalidades laborais, podem deixar brechas à perda de direitos trabalhistas pré-estabelecidos.

Paralelo a isso,a comodidade proporcionada pela sensação de liberdade de se trabalhar de maneira mais casual em diversos locais, em casa ou um café por exemplo, tornou menos visível o limite entre trabalho e vida pessoal. O acesso rápido e facilitado nos permitiu agregar conhecimentos, e visitar lugares inalcançáveis fisicamente. Contudo a exposição instantânea à informação ao toque da tela e o uso intensivo das mídias sociais gerou um vício em tecnologia. A falta do convívio físico, tornou as interações humanas confusas, superficiais, líquidas e fluidas, fazendo com que grandes marcas se repensem através de campanhas afirmativas com slogans como “Cada momento conta” ou “viver é a melhor conexão”  e plataformas como  Instagram criassem instrumentos para reduzir a rolagem infinita.

Dessa forma, torna-se evidente  a necessidade de revisão das relações estabelecidas com a cultura digital e o mercado de trabalho, objetivando amenizar seus impactos nocivos e incentivar seu uso produtivo e consciente. Cabe então ao governo federal, por meio do Ministério da educação, mitigar a introdução as práticas tecnológicas desde a educação de base, através de campanhas de conscientização, formação técnica e a aproximação das práticas curriculares  e o meio digital, aliado a observação e experimentação promovidas por atividades corpóreas e sensoriais dos indivíduos, com o intuito de formar cidadãos  livres, críticos, integrados, socialmente competentes e moralmente responsáveis, capacitados a interagir entre si e responder ao meio mutável que estão inseridos.