A importância da cultura digital no mercado de trabalho
Enviada em 23/08/2020
Os avanços tecnológicos impulsionaram a globalização e o mercado de trabalho, aprofundando as relações entre pessoas e o mundo digital. Todavia, nem todos foram adeptos a essa nova fase, o que produziu consequências. Com isso, alguns dos desafios que surgiram foram os conflitos culturais entre os indivíduos no mercado e o desemprego pela ausência de domínio tecnológico pelos mais velhos..
Em primeiro lugar, as diferentes culturas entram em conflito no meio virtual de trabalho. Assim, Milton Santos, geógrafo brasileiro, argumenta que a globalização impulsiona a interação de diferentes povos, havendo a comunicação de diferente diversas pessoas, mesmo que a distância. Desse modo, a cultura digital engloba diferentes aspectos e hábitos. Entretanto, nem todos são adeptos a esses novos meios, o que produz uma relação de embate nos trabalhos virtuais, ao não aceitar ou não compreender o diferente, não aceitando seus hábitos e costumes, o que muitas vezes impede a expansão do mercado para o meio digital. Exemplo dessa dificuldade de relação é a pesquisa, realizada pela Capgemini, com 342 empresas de 8 países na qual exibiu que a cultura é a maior barreira para os trabalhos digitais. Logo, é preciso conciliar essas pessoas, criando um laço para entender o outro.
Em segundo lugar, o desemprego assola as pessoas com falta de domínio tecnológico. Nesse sentido, John Locke, filósofo iluminista, argumenta que os indivíduos são como uma folha em branco e estão em construção desde o nascimento, herdando do seu tempo hábitos e a cultura. Nesse aspecto, indivíduos mais velhos tendem a obter maior dificuldade em aprender a manusear tecnologia, o que acarreta em um maior desemprego, já que na atualidade a grande maioria de serviços necessita da habilidade em manusear computadores, celulares e o mundo virtual, além disso, diversos conhecimentos deles tornaram se obsoletos. Exemplo desse desemprego em função da ausência de habilidade é a pesquisa, realizada Fundação Adecco, no qual exibe que 40% das empresas não contratam em razão da falta de conhecimento tecnológico. Deste modo, é preciso ensinar e readaptar essas pessoas ao novo mundo.
Portanto, o Ministério da Educação (MEC), em parceria com empresas internacionais, deve realizar ações, como eventos interativos, por meio de socializações digitais, da mesma forma que as redes sociais realizam seus grupos nas redes, para que assim as pessoas possam conhecer o outro e entender sua cultura, hábitos e outros aspectos e assim, colocando um fim nas barreiras culturais. Ademais, o MEC, em parceria com as escolas e universidades, deve realizar ações, como cursos técnicos, por meio de aulas presenciais, da mesma forma que os outros cursos são realizados nas faculdades, para que assim as pessoas mais velhas aprendam a manusear os meios tecnológicos, além de torna sua mão de obra mais qualificada para o combate ao desemprego.