A importância da cultura digital no mercado de trabalho

Enviada em 25/10/2020

Com o advento da quarta revolução industrial, ou indústria 4.0, o conhecimento das novas tecnologias e das novas formas de trabalho se tornou essencial. Em decorrência disso o mercado de trabalho começou a valorizar os profissionais que possuem maior qualificação técnica, e conhecimento tecnológico. Entretanto, devido a essas novas exigências do mercado de trabalho e a falta de qualificação dos profissionais para se adaptar a elas, a busca por emprego se tornou uma tarefa árdua para grande parte da população brasileira.

Em primeiro lugar, as empresas passaram a exigir maior conhecimento técnico e capacidade de se adaptar a novas tecnologias. De acordo com  Nilson Pereira, presidente do ManpowerGroup no Brasil, atualmente as empresas buscam profissionais ágeis e com facilidade de adaptação, justamente para conseguir acompanhar e lidar com o avanço tecnológico. Em outras palavras, as empresas passaram a perceber a necessidade de possuírem colaboradores que tenham boa desenvoltura com novas tecnologias, e qualificação profissional.

No entanto, um dos principais problemas enfrentados pelos trabalhadores brasileiros é falta de qualificação para lidar com as transformações tecnológicas do mercado de trabalho. De acordo com dados da Confederação Nacional de Indústria (CNI) de 2020, o Brasil possui 11,6 milhões de desempregados, mesmo assim, metade das fábricas do país diz ter dificuldade para encontrar mão de obra qualificada. Essa falta de qualificação é decorrente do precário sistema público de educação básica, que é focado na preparação do estudante para o vestibular, com uma metodologia generalista, onde o aluno entra no mercado de trabalho sem saber aplicar os conhecimentos obtidos. Além disso, mesmo para o que esse sistema se propõe, ele é falho, uma vez que o aluno saí defasado em conhecimentos básicos, dificultando sua futura qualificação profissional.

De forma geral, compete ao Estado garantir o acesso ao trabalho, de acordo com o art 6° da Constituição Federal de 1988. Para isso é necessário que o Estado, por meio de parceria público privada, uma vez que é de interesse do mercado a geração de mão de obra qualificada,  invista no aprimoramento da educação básica. Que se dará a partir da implementação de uma sistema menos focado no vestibular e mais focado no desenvolvimento das habilidades do estudante, com o ensino de gestão financeira e outros ofícios, de forma mais prática. Além de incluir o estudante ao ambiente virtual, por meio de aulas específicas e o acesso à internet de qualidade. Dessa forma, o estudante sairá do ensino médio com uma base firme para sua futura qualificação profissional, além de possuir um conhecimento digital que é fundamental para o mercado de trabalho.