A importância da cultura digital no mercado de trabalho

Enviada em 30/12/2020

Na série animada “Os Simpsons, o personagem Homer foi substituído no trabalho por alguém mais jovem, porém que possuia maiores qualificações com o uso do computador. De fato, casos como o dele não se limitam a cenários fictícios e refletem as consequências do empregado não estar inserido plenamente na Era da informação. Nesse sentido, debater acerca da importância da cultura digital no mercado de trabalho é pertinente ao contexto brasileiro. Sobre essa perspectiva, é apropriado alegar que o país encontra-se cada vez mais informatizado, por isso é necessário que indivíduos se qualifiquem nessa área para ampliarem suas capacidades no emprego.

Deve-se pontuar, antes de tudo, que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 70% da população brasileira têm acesso à internet. Nessa lógica, é válido afirmar que é vantajoso as empresas migrarem para o ambiente virtual, por possuir mais da metade dos brasileiros como consumidores em potencial. Segundo a teoria do economista Adam Smith, os empresários investirão em espaços com maiores benefícios e mais disponibilidade do mercado consumidor. Logo, presume-se que por causa dos motivos apontados pelo economista, os negócios seguem essa tendência migratória, de forma que buscam por profissionais com qualificações digitais.

Ademais, as pessoas precisam investir nos estudos para se adequarem a essa realidade. Dentre esses efeitos, conforme o sociólogo Émile Durkheim, os cidadãos são conduzidos pelos fatos sociais, conjunturas emanadas pela sociedade aos indivíduos, nas quais possuem grande força coercitiva, assim, mesmo que não seja uma vontade individual, é imposto às pessoas pelo contexto. Por certo, a internet enquadra-se nesse conceito e para o trabalhador não perder seu emprego, como retratado em “Os Simpsons”, é necessário que ele busque a inserção no meio digital. Desse modo, percebe-se certa urgência na adoção de medidas governamentais para auxiliarem essa qualificação.

Torna-se evidente, portanto, que casos como o do Homer não podem continuar a ser reflexo da sociedade brasileira. Assim, é necessário que o Ministério da Educação, com ações dos sindicatos, ofereça aulas gratuitas de informática aos trabalhadores, por meio da criação de um projeto voltado à qualificação digital dos cidadãos, a fim de adequá-los ao ambiente virtual. Além disso, esse projeto deve inserir também as empresas à Era digital, por intermédio de cursos próprio para os empresários, a fim de levá-los a refletir sobre as vantagens que essa inserção ocasionará. Enfim, a partir dessas ações, os empregados não precisarão mais lidar com a consequências da coerção desse fato social.