A importância da cultura digital no mercado de trabalho
Enviada em 19/11/2020
Na contemporaneidade, a cultura digital, que atua potencialmente na área trabalhista, mudou drasticamente as relações entre os indivíduos e o trabalho. Por um lado, as empresas foram beneficiadas com o reconhecimento social proporcionado pelas plataformas digitais. Por outro, os trabalhadores, para responderem a tal inovação, tiveram que aumentar a carga horária de serviço e diminuir o tempo de descanso - o que promoveu consequências negativas na vida desses profissionais.
De início, é importante destacar que a cultura digital é de suma importância para a boa dinâmica das relações trabalhistas globais. Nesse sentido, com o fenômeno da globalização (a qual está relacionada com a inserção e com a expansão das tecnologias modernas no mundo do trabalho), as empresas e os colaboradores têm tido vínculos cooperativos cada vez mais profundos. Isso ocorre porque tais empresas, frequentemente, alcançam públicos diversos por conta das mídias digitais, como as redes sociais, o que evidência, de fato, a necessidade de bons funcionários que saibam incorporar elas na era da digitalização para que tenham sucesso. Dessa maneira, é notável as transformações sociais desencadeadas pela modernização tecnológica no trabalho.
Entretanto, vale ressaltar que a extrapolação do uso das mídias digitais no âmbito trabalhista para o âmbito pessoal ocasionou sérios prejuízos na saúde dos trabalhadores. Nesse contexto, não são poucos os que continuam trabalhando mesmo em momentos de descanso, visto que as ferramentas digitais, como os computadores e as redes de internet, por exemplo, também podem ser acessadas dentro de casa. Isso gerou indivíduos ávidos por alto desempenho e alto rendimento laborais, os quais negligenciam as atividades de lazer. No Brasil, esse quadro foi responsável pelos crescentes casos de ansiedade, sendo o país com mais pessoas ansiosas em todo o mundo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Dessa forma, fica claro que o excessivo trabalho à distância prejudica, emocionalmente e psicologicamente, os profissionais brasileiros.
Portanto, para minimizar esses efeitos malefícos aos trabalhadores decorrentes do trabalho exagerado, cabe ao Ministério do Trabalho, por meio de decretos governamentais emergenciais, proibir as empresas nacionais de permitir que os funcionários continuem trabalhando em casa, fora do expediente habitual de serviço, com o objetivo de proporcionar a eles o devido descanso e o merecido lazer, o que será benéfico para a saúde mental desses cidadãos. Assim, não haverá mais casos de doenças mentais acometidas pelo desequilíbrio que a tecnologia pode produzir para a relação entre a vida pessoal e a vida profissional.