A importância da cultura digital no mercado de trabalho

Enviada em 19/11/2020

Revolução Tecnológica no Trabalho

A Terceira Revolução Industrial, cujo fundamento principal foi o desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação, redimensionou a função do homem na sociedade, além de alterar as bases do processo produtivo. Nessa lógica, se por um lado tal avanço contribuiu para a aproximação de culturas e pessoas, por outro lado possibilitou o aumento da taxa de desemprego, o que estabelece um grave problema social que precisa ser enfrentado. É necessário, portanto, ponderar as manifestações dessa questão, visando suavizá-la.

De modo efetivo, em decorrência da criação do neoliberalismo toyotista, desde o século XX, a inovação e a busca intensa por novas formas de produção e mão de obra são perpetuamente requisitadas. Contudo, o processo de desemprego estrutural também se intensificou. Isso se deve ao fato das tecnologias amplamente desenvolvidas que substituem cada vez mais a mão de obra em diversos setores. Um exemplo disso é a Revolução Verde, que, como consequência do impacto causado pela mecanização do campo, levou à redução dos níveis de trabalho formal.

Embora o avanço tecnológico tenha gerado algumas desvantagens para os trabalhadores, facilitou também a comunicação entre a escola e os alunos, pois navegar na internet como ferramenta de ensino pode ser a procura de informações que conforme cada situação, consegue se transformar em conhecimento, gerando uma atmosfera interativa de estudo. Mas não apenas isso, a comunicação entre as famílias que moram em outra cidade, país ou estado se tornou mais fácil e corriqueira. Pierre Lévy, filósofo e sociólogo francês, em sua obra Cybercultura, afirma que a rede de computadores é um universo que permite as pessoas conectadas construir e partilhar inteligência coletiva sem submeter-se a qualquer tipo de restrição político-ideológico, ou seja, a internet é um agente humanizador porque permite a valorização das competências individuais e a defesa dos interesses das minorias.

Por fim, fica claro a partir dos fatores supracitados que a Revolução Tecnológica reconfigurou as relações trabalhistas, se fazendo necessário combater os aspectos negativos. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação inserir a tecnologia como disciplina escolar, com o objetivo de preparar o jovem para a cultura digital e assim capacitar os futuros profissionais. Concomitantemente a isso, corporações público-privadas devem ser elaboradas, aspirando criar novos locais de trabalho e, com isso, abrandando o desemprego.