A importância da cultura digital no mercado de trabalho
Enviada em 28/11/2020
Segundo a Constituição federal de 1988, é garantido a todo e qualquer indivíduo o direito à educação. Entretanto, tal plano teórico não se aplica totalmente à realidade brasileira, uma vez há pouca importância da cultura digital no mercado de trabalho. Nesse sentido, é importante analisar que parte da população tem suas garantias constitucionais violadas, o que é consequência da negligência governamental, somada à má formação escolar, as quais dificultam a atenuação do problema.
Em primeiro plano, observam-se algumas distorções governamentais no cumprimento de seus deveres e, especificamente, em garantir a integração de todos seus funcionários na cultura digital. Nesse viés, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, em sua teoria contratualista, os indivíduos de uma sociedade abdicam de parte de suas liberdades e delegam funções ao Estado, com o intuito de atingir o equilíbrio social. Sob essa perspectiva, o governo falha à medida que não fornece, em alguns casos, equipamentos tecnológicos e cursos de capacitação para empregados públicos, como internet de qualidade e preparo na transmissão de informações em sites. Logo, a escassez dessas ações atrapalham a junção entre o mercado de trabalho e o mundo virtual, além de impedir o surgimento de práticas inovadoras que utilizam da conexão online para uma gestão administrativa remota e eficiente.
Ademais, os desafios em difundir a importância da cultura digital no mercado de trabalho podem ter relação com um despreparo na utilização de tecnologias, ao passo que algumas instituições de ensino demonstram-se ineficientes em estimular as potencialidades cognitivas do estudante. Acerca disso, o filósofo Theodor Adorno apontou, como possibilidade sociológica, uma pedagogia para autonomia, a fim de desenvolver o domínio pleno do conhecimento e a capacidade de reflexão. Nessa conjuntura, o tecido educacional é ineficaz em fomentar, no aluno, um senso crítico apto a compreender a necessidade de capacitar-se para a navegação na internet e a comunicação online. Portanto, em função da baixa escolarização e falta de integração com o mundo virtual, parte da população não aplica ferramentas da Web em seu emprego, como na criação de marketing e publicidade nas redes sociais.
Em conclusão, é responsabilidade do Estado, mediante o cumprimento de seus deveres previstos na Carta Magna, desenvolver providências capazes de atenuar a problemática. Destarte, é dever do Ministério da Educação, por meio do financiamento e criação de sites públicos, fornecer aos alunos a possibilidade de estudar online sobre as ferramentas do mundo virtual, como na produção e formatação de páginas para a internet. Desse modo, os desafios em difundir a importância da cultural digital no mercado de trabalho serão reduzidos, visto que mais pessoas estarão capacitadas a utilizar da web e de suas funções em seus empregos e, com isso, facilitar a vida social como um todo.