A importância da cultura digital no mercado de trabalho
Enviada em 03/12/2020
De Émille Durkheim e Aluísio de Azevedo: a cultura digital e seus problemas no trabalho da atualidade
A nova geração está intimamente ligada à cultura digital, e por isso há a inserção de tecnologias da informação no cotidiano social da contemporaneidade de forma consolidada e dessa forma, torna-se imprescindível a presença da cultura digital em diversas áreas, inclusive no mercado de trabalho. Destarte, são importâncias dos artifícios digitais para o mercado de trabalho: a facilitação da comunicação interpessoal e a otimização da rotina do trabalhador.
Posto isso, pela interferência social dos artifícios digitais, a população passa a ter uma comunicação mais simples e ágil, tendo em vista que as tecnologias encurtam as distâncias e otimizam a comunicação interpessoal. No entanto, deve-se compreender quando o indivíduo deixa de ser um usuário dos benefícios digitais e passa a ser um escravo tecnológico. Para Émille Durkheim, o fato social faz referência à algo ou alguém que molda coletivamente um grupo e portanto, o meio digital é um fato social. A inconveniência nesse contexto é evidenciada ao notar que, fugindo às regras, a sociedade extrapola e torna-se servo da tecnologia, e é incapaz de viver sem a mesma, sendo essencial a cultura digital para a socialização, enquadrando-se assim em um quadro de anomia social, ou seja, em uma situação que provoca a desmoralização do fato social
Em segunda análise, a cultura digital é importante para o mercado de trabalho pela otimização da rotina do trabalhador, sobretudo em tempos de pandemia, no qual o home office foi implementado, sendo imprescindível ao trabalhador o conhecimento tecnológico. Entretanto, o problema dessa importância é a de que ela é exclusiva e elitista, visto que nem todos possuem acesso à internet. A literatura naturalista esclareceu e expandiu os olhares aos mais pobres que, pela condição social inferior, eram determinados à uma vida excluída e de riscos, fatores que foram analisados com maestria pelos romances científicos da época, como Aluísio de Azevedo em “O Cortiço”. Por conseguinte, deve-se saber dosar essa importância para o mercado de trabalho, o que em muitas situações não ocorre, tornando o trabalho excludente aos não nativos digitais ou mais pobres sem acesso à tecnologia.
Assim sendo, tendo em vista os problemas do excesso de uso digital e da exclusão causada pelas seleções trabalhistas, cabe ao Governo Federal investir em políticas públicas no mercado de trabalho por meio da regulamentação do trabalho online e de suas excepcionalidades, para possibilitar com que seja fiscalizado corretamente e sejam criadas exceções de trabalho presencial para os que não sabem ou não possuem acesso à tecnologia, e assim fazer com que os trabalhadores não se tornem escravos digitais pelo excesso de trabalho online e muito menos sejam excluídos na procura do trabalho.