A importância da cultura digital no mercado de trabalho
Enviada em 09/01/2021
Segundo Steve Jobs, um dos fundadores da empresa “Apple”, o que distingue um líder de um seguidor, é o poder da inovação. De fato, a inovação e a inserção digital são fundamentais, não sendo possível obter desenvolvimento ecômico ao se ignorar esta revolução industrial em curso. Dessa forma, fica claro que a cultura digital é de máxima importância no mercado de trabalho e merece consideração.
Primeirmente, cabe ressaltar que no contexto da Indústria 4.0 em que vivemos, todo o sistema de comunicação e vendas é informatizado. Aliás, este sistema já se encontrava digitalizado no período Toyotista da década de 1970, no qual os avanços de comunicação e administração lógística permitiram o sucesso da empresa Toyota, inaugurando um novo sistema industrial e econômico. Ou seja, inserir a cultura digital no mercado de trabalho, na atualidade, não se materializa mais em inovação, mas sim em acompanhar a economia para não se tornar ultrapassado. Atualizar a gama de prestações de serviços, torna-los conectados e informatizados se transforma em uma questão de sobrevivência para muitas empresas ao passo que o mercado se torna cada dia mais competitivo e agressivo.
No entanto, ainda que a digitalização represente uma alternativa de sobrevivência para as empresas e para os funcionários, esta também é portadora de benefícios. Segundo o economista francês T. Piketty, em sua obra O Capital do Século XXI, a inserção da cultura digital no mercado de trabalho é potencialmente uma maneira de reduzir desigualdades. Ainda mais, através da intenet é possível inserir as empresas num mercado global em direção a uma maior eficiência. Logo, a digitalização do mercado de trabalho não se limita a uma ameaça, antes, deve ser encarada como um processo natual capaz de trazer benefícios para todos.
Portanto, dada a relevância do tema na econômia global, o Brasil não pode desaperceber este processo e deve ser protagonista nesta inserção. O Governo Federal deve articular parcerias com instituições representativas da indústria, como o SESI e SENAI, e capacitar a mão de obra nacional para que a revolução industrial digital não se materialize em uma ameaça. Isto pode ser feito por meio de cursos voltados para esta nova realidade indutrial, não só capacitando as pessoas, mas também a s empresas através de incentivos para que todos se readequem e se insiram numa economia mais conectada e mais globalizada. Como efeito desta iniciativa, poderemos fazer eco nas palavras de Steve Jobs e deixar de ser seguidores de inovação para nos tornarmos em líderes globais.