A importância da cultura digital no mercado de trabalho

Enviada em 12/01/2021

Na Guerra Fria, iniciada com a Doutrina Truman, o embate pela hegemonia mundial entre duas superpotências impulsionou avanços tecnológicos. Nesse contexto, tais mudanças geraram novas relações sociais importantes. Paralelamente, destaca-se as dificuldades enfrentadas ao inserir a cultura cibernética no mercado de trabalho brasileiro. Isso ocorre devido ao anafalbetismo digital, bem como o uso desregrado das ferramentas tecnológicas, o que gera situações prejudiciais.

Em uma primeira abordagem, é importante ressaltar a falta de habilidade de boa parte da população brasileira em utilizar as ferramentas digitais. A Constituição Federal - também conhecida como Constituição cidadã -, promulgada em 1988, assegura em seu artigo 6º o direito ao trabalho e à educação. Embora a Legislação brasileira seja avançada, muito do que se prevê nela não é concretizado. Nesse sentido, a ineficiência governamental em educar os cidadãos para o uso dos meios tecnológicos, se transforma em revés por conta da não capacitação adequada para o mercado de trabalho, e o anafalbetismo digital causa aumentos elevados nos índices de desempregos. Dessa forma, há uma infração dos direitos constitucionais que impede o progresso da Nação no âmbito laboral.

Ademais, deve-se analisar, ainda, os empecilhos em estabelecer relações saudáveis  dos trabalhadores com os novos paradigmas da cultura digital. De acordo com Albert Einstein, cientista alemão, o espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia. Entretanto, com a evolução dos meios de comunicação e o rompimento das barreiras físicas, tornou-se comum a extensão das jornadas de trabalho, uma vez que mesmo em seus momentos de descanso os indivíduos ficam ligados nos problemas relacionados ao trabalho. Desse modo, as ideias de Einstein se configuram como mera utopia e os avanços tecnológicos subjulgam a qualidade de vida humana.

Evidencia-se, diante disso, que apesar da relevância da cultura digital, existem problemas que impedem o progresso pleno desse avanço e precisam de soluções. Portanto, é necessário que o Ministério da Educação promova ações que visem preparar adequadamente os cidadãos para a realidade atual. Isso pode ser feito por meio da inserção de uma matéria, na grade curricular das escolas, sobre o meio digital, suas principais ferramentas e como usá-las, com o propósito de capacitar os cidadãos para as novas situações no mercado de trabalho. Assim, a Constituição de 1988 será verdadeiramente concretizada e os cidadãos usufruirão de seus direitos.