A importância da cultura digital no mercado de trabalho

Enviada em 25/04/2021

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o questionamento existente sobre as consequências de uma cultura da tecnologia digital torna o país ainda mais distante do imaginado pela personagem. Nessa perspectiva, seja pela alta taxa de desemprego, seja pelos transtornos psicológicos, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

A priori, é necessário destacar que o sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que a crescente taxa de desempregados leva o país de encontro com a concepção idealizada por Quaresma. Isso porque, mediante aos avanços tecnológicos ocorre a modificação estrutural do ambiente corporativos, para que seja voltado em criar uma versão facilitada dos serviços objetivando  ter um maior desempenho. Dessa forma, indivíduos qualificados são integrados à tecnologia, estimulando o descrescimento de funcionários prestados àquela função profissional, de modo que cause uma situação diretamente proporcional- mais cultura digital na quarta revolução da comunicação e mais pessoas em busca de emprego no mercado de trabalho. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Por conseguinte, questões sociais estão intimamente ligadas à saúde mental, gerando distúrbios psicológicos aos trabalhadores. Nesse viés, é importante salientar a afirmação de Pierre Lévy onde a ciência da informação sempre causará impacto na humanidade virtual e tecnológica. Desse modo, o novo modelo digital que possibilita tanto o compartilhamento como o aprofunadamento da comunicação entre duas partes, consequentemente, por demandar longas horas de trabalho acarreta desequilíbrio emocional, vício tecnológico e estresse, uma vez que as empresas em busca de praticidade não se preocupam com a saúde psicológica de seus servidores diante de uma recente revolução comunicativa. Portanto, a igorância frente a essa situação persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento intelectual.

À vista disso, é preciso minimizar esse cenário. Para tanto, o governo, juntamente, com o Ministério do Trabalho, devem apresentar métodos de melhor adequação e adaptação dos operários, por meio de debates, ao novo modelo de interação social, objetivada em qualificar a empresa na informática básica e avançada. Assim, observar-se-ia um Brasil  melhor desenvolvido.