A importância da cultura digital no mercado de trabalho
Enviada em 30/04/2021
O desenvolvimento industrial e tecnológico no mundo ocorre desde meados da Primeira Revolução Industrial, com a inserção das primeiras máquinas no cotidiano da sociedade. Os resultados do aprimoramento tecnológico continuam afetando a vida das pessoas, dentro até mesmo do meio cultural. Os atuais meios de comunicação e os novos métodos de propagar informações na chamada “Quarta Revolução da Comunicação” - segundo o filósofo Pierre Lévy - compõem a denominada cultura digital. Embora se mostre benéfica para a sociedade, essa passa por constantes mudanças que, muitas vezes, não são acompanhadas pela parcela trabalhadora, que permanece estagnada e desvalorizada em um mundo de atualizações. Esse é um problema que pode ter seus impactos minimizados através do aumento do acesso a essas novas experiências digitais para que se possa igualar essa classe ao restante das pessoas experientes nessa área.
Nessa perspectiva, o digital tem tomado cada vez mais espaço dentro da realidade, principalmente na atual situação pandêmica, na qual encontros e meios organizacionais se restringem apenas ao mundo virtual, um recurso imprescindível para a adaptação da sociedade à nova situação mundial. A partir desse contexto, tornou-se visível o atraso de determinados grupos a esse ambiente digital, um problema já existente no país devido à dificuldade de adesão e adaptação a um recurso tão marcante e relevante no mundo moderno.
Outrossim, uma pesquisa da Capgemini com o consultor Brian Sollis aponta que 40% dos executivos de empresas que se dizem tecnológicas acreditam que seus negócios dispõem de uma cultura digital, ao passo que somente 27% dos empregados entrevistados concordam com essa afirmação. Esses dados revelam um hiato já existente entre essas classes, que só foi ampliado com o aumento do impacto da cultura digital do cotidiano da sociedade contemporânea, na qual grande parte da classe trabalhadora é demitida, deixada de lado e substituída pelas pessoas que se destacam no âmbito tecnológico, mais reconhecidas no mercado.
Portanto, visando mitigar os entraves à solução da problemática, cabe ao governo e às iniciativas privadas proporcionarem aos grupos necessitados o aumento do acesso à novas tecnologias valorizadas no mercado de trabalho, por meio da criação de programas e cursos profissionalizantes de modo a igualar esses grupos à atual concorrência, a fim de não deixá-los para trás no desenvolvimento e para que o espírito humano possa prevalecer sobre a tecnologia.