A importância da cultura digital no mercado de trabalho
Enviada em 30/04/2021
No limiar do atual século, muito se discute sobre a evolução cibernética, e empregos que as compõe, onde a sociedade moderna impõe que é preciso ter um trabalho que gere bastante renda, deixando muitas das vezes o emprego dos sonhos de lado. Esses fatos vêm de uma grande emblemática histórica, associada aos modos que os humanos pensam. Apesar de ser um fato retrógrado, a busca por uma profissão gerador de renda ascende a cada dia na sociedade, principalmente em jovens com renda familiar mais inferiores.
Em primeiro plano, é importante ponderar que, de acordo com a pesquisa
da Fundação Getúlio Vargas (FGV) cerca de 67% dos jovens disseram que gostariam de cursar algo relacionado com a cultura digital, mas por questão de renda, eles optaram por outros cursos. Isso vai se tornar uma problemática acentuada, visto que muitas pessoas acabam optando por cursos que não os agradam, o desempenho dessas pessoas nesses trabalhos podem ser piores.
De outra parte, o sociólogo Zygmunt Bauman, defende, na obra “Modernidade Líquida”, que o individualismo é um dos principais conflitos da pós modernidade, e , por isso, parcela da sociedade tende a ser incapaz de tolerar essas diferenças salariais entre empregos cibernéticos e empregos físicos. Esse problema assume contornos específicos no Brasil, onde, apesar de subdesenvolvido, a evolução genuína da tecnologia mundial, torna-se cada vez mais possível que uma pessoa se sustente usando apenas um computador.
Urge, portanto, que indivíduos e instituições públicas cooperem de diferentes formas para contornar esse problema. Cabe às pessoas repudiar e não eliminar a ipótese de usufruir um emprego cibernético para que se reduza esse descarte emblemático. Ao Governo Federal, por sua vez, cabe averiguar e disponibilizar novos cursos no ramo de tecnologias. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, alçará o país a verdadeira posição de Estado Democrático de Direito e romperá às correntes individualistas aludidas por Bauman.