A importância da cultura digital no mercado de trabalho
Enviada em 02/05/2021
Em um de seus poemas, Carlos Drummond de Andrade cita: “Tinha uma pedra no meio do caminho”, metaforizando os desafios que impedem o plano desenvolvimento do bem-estar social. Correlativamente, no Brasil hodierno a incompreensão da importância da cultura digital no mercado de trabalho, principalmente entre o alto escalão empresarial, configura-se como obstáculo na conquista legítima do bem comum, uma vez que esse descuido atrasa a evolução tecnológica da nação. A partir disso, é válido inferir que a lenta mudança de mentalidade da população, bem como a omissão governamental, estão entre as principais premissas agravantes desse quadro.
É inevitável, em primeiro aspecto, observar a má utilização da tecnologia por parte dos empregados, que utiliza ferramentas como os celulares para procrastinar sua tarefa, diminuindo seu rendimento e ocasionando demissões. Questões desse tipo conduzem um maior agravamento nas estatísticas de desemprego, degradando ainda mais a economia e a cultura digital do país. Sob essa ótica, cabe resgatar o “Princípio da Corresponsabilidade Inevitável”, do psiquiatra Augusto Cury, que diz sobre toda ação individual gerar um impacto coletivo, ou, seja a digitalização da cultura nas empresas fica a mercê da informação, para que funcionários e empresários saibam como utilizar a tecnologia para aumentar o rendimento. À luz dessa ideia, precisa-se mitigar essa mazela em função desse incômodo.
Outrossim, as autoridades públicas não têm dado a devida importância para esse assunto, visto que há escassas tentativas, por parte desse órgão, de propugnar a cultura digital, com auxílios ou palestras que incentivem tal prática no mercado de trabalho. Nesse sentido, de acordo com Rousseau, filósofo renascentista, o Contrato Social estabelecido entre coletividade e instituições públicas exige participação de ambos na busca de um futuro econômico e tecnológico. Assim sendo, faz-se necessário a ação governamental no incentivo a culturalização.
Torna-se improtelável, portanto, desconstruir problemas e propor medidas solutivas. Em vista disso, cabe as ONGs relacionadas à cultura e meios digitais, por meio das redes sociais - detentoras de maior abrangêcia nacional -, criarem ficções engajadas, as quais mostrem a maneira correta de se modernizar e utilizar a tecnologia no ambiente de trabalho. É fundamental, analogamente que o Congresso Nacional - instituição de poder máximo estatal -, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, auxilie as empresas com palestras, cursos e campanhas que retratem a real importância da “quarta revolução da comunicação”. Além disso, seus funcionários devem saber utilizar aparelhos tecnológicos para aumentar seu desempenho ou facilitar, de maneira justa, seu trabalho. Somente assim conseguir-se-à retirar a pedra do caminho citada pro Drummond.