A importância da cultura digital no mercado de trabalho
Enviada em 24/06/2021
A cultura, conjunto de normas implícitas que ‘comandam’ a sociedade, é relacionada intimamente com transformações sociohistóricas. Nesse sentido, com a intensificação do uso de ferramentas tecnológicas, a expressão cultural foi alvo de mudanças no que se diz respeito a tecnologia e a atuação dela na vida dos brasileiros, inclusive, no mercado de trabalho. Dessa maneira, no mundo contemporâneo, a cultura cibernética julga necessário o domínio dos mecanismo digitais para a inserção do indivíduo na sociedade. Logo, a fim de instaurar uma efetiva democracia, são imperiosas políticas intervencionistas que impossibilitem a distinção dos estratos sociais no setor trabalhístico e, ainda, visem atenuar a dificuldade de se conseguir emprego, por causa da digitalização moderna.
Diante da inserção das pessoas no mercado de serviços, a importância da cultura cibernética faz-se indiscutível. Ou seja, de acordo com o sociólogo e pensador Pierre Lévy, toda nova tecnologia cria seus excluídos- uma vez que nem todos os cidadãos têm acesso às inovações tecnológicas. Paralelamente, a falta de conhecimento de como manusear/utilizar as plataformas digitais dificulta a inserção do povo no mercado de trabalho, à medida que a tecnologia permite uma resolução mais célere de um problema e, também, facilita a comunicação interpessoal. Nesse prisma excludente, os brasileiros impossibilitados de estarem conscientes das atualizações cibernéticas tornam-se marginalizados, tanto por não possuirem um sentimento de pertencimento à comunidade, como por não terem as mesmas oportunidades de outros cidadãos verde-amarelos. Dessa maneira, ações intervencionistas são necessárias para garantir a formação de uma sociedade igualitária.
Outrossim, a longa fila de espera para -uma- vaga de emprego, no Brasil, é um grave problema, que evidencia a extrema valorização tecnológica. Seguindo esse raciocínio, vale mencionar o jornalista e escritor brasileiro Gilberto Dimenstein, o qual afirma, em sua obra “Cidadãos de papel”,que os indivíduos deste país não apresentam uma cidadania real, apenas no papel. Tal postulação é uma realidade, no mundo hodierno, uma vez que os direitos assegurados na Constituição Cidadã, dentre eles a igualdade perante o Estado, não são efetivos para todos- fato visível na diferença de empregabilidade, por entre os cidadãos, baseada no aparato cibernético. Esse cenário, movido pela cultura digital, ‘bloqueia’ a entrada do povo, de forma facilitada, no mercado de trabalho.
Infere-se, portanto, que os traços culturais modernos colocam a tecnologia em um pedestal, afetando na empregabilidade popular.Posto isso, cabe aos Governos Estaduais instalarem polos cibernéticos que visem criar um maior alcance de ferramentas tecnológicas aos cidadãos.Esses postos estariam abertos diariamente à comunidade para garantir um acesso justo e vetar a exclusão no Brasil.