A importância da cultura digital no mercado de trabalho

Enviada em 04/06/2021

O termo “Internet das coisas” refere-se ao modo como os objetos estão interligados, por meio do ambiente digital.Nessa circunstância, tal relação envolve também o ambiente de trabalho, uma vez que a cultura virtual faz-se presente nesse mercado exigindo cada vez mais interação com a tecnologia. Entretanto, essa inovação não só gera prejuízos para aqueles que não possuem afinidade com essas ferramentas, como também corrobora com as taxas de desemprego.

A princípio, os indivíduos se deparam com uma realidade que não estão expostos, devido à falta de instrução tecnológica. Nesse sentido, esse déficit relacionado a tecnologia se dá pelo conflito de gerações, pois essa nova modalidade faz parte do período Técnico-científico informacional, sendo novidade para a geração x(mais velha), visto que as adaptações buscam contato direto com a tecnologia, uma vez que todo o sistema de controle funciona com bancos de dados, arquivos virtuais e aplicativos, diferente do tradicional vivenciado por essas pessoas.Assim, a evolução tecnológica confronta pessoas que desconhecem os meios digitais, gerando desafios no ambiente de trabalho.

Paralelo à isso, essa cultura aproxima os indivíduos do desemprego, uma vez que ela fraciona a sociedade entre profissionais “modernos” e “atrasados”. Nesse contexto, a tecnologia simila-se com o funcionamento de um filtro, semelhante a teoria da seleção natural proposta por Darwin, já que ela seleciona os mais aptos(modernos) para funções dentro da empresa, além de substituir certas atividades braçais por máquinas colaborando com o desemprego, sobretudo estrutural. Logo, a  substituição da mão-de-obra humana é parte de um cenário global que se mostra crescente e tem colocado muitas pessoas em situações precárias de trabalho por não as encaixarem no seu corpo laboral.

Portanto, a cultura digital no mercado de trabalho deve buscar o progresso sem deixar parcelas excluídas. Diante disso, cabe ao Ministério do Trabalho(MTB) criar vínculo com as empresas solicitando que essas insiram em sua estrutura profissionais mais velhos, como forma de inclusão de diferentes gerações e ofereçam acompanhamento de pessoas mais experientes com a tecnologia, para que haja troca de conhecimento e desenvolvimento profissional sem exclusões. Ademais, o MTB deve exigir que as empresas contratem funcionários e os auxiliem nas suas preparação e não os substituam por outros mais especializados ou por máquinas, por meio de cursos ofertados pela própria empresa, de forma que a instituição contribua com o crescimento do profissional  e não com o desemprego, a fim de que a evolução seja unânime e não desigual.