A importância da cultura digital no mercado de trabalho

Enviada em 19/08/2021

Inimigo de alguns, amigo de outros, e para sábios, apenas a modernidade.

No século XXI, o fenômeno da Revolução 4.0 é incontestável. A justificativa para o ocorrido é a necessidade de conectar-se ao mundo, de facilitar relações, distribuição de informações e praticidade em processos que, até então, eram feitos “cara a cara”. Como exemplo, a série produzida pela Netflix, Black Mirror, trata diretamente sobre a efetividade da tecnologia na vida da população; compreende-se com o decorrer dos episódios que é muitas pessoas, inclusive as mais velhas, estão dificilmente se adaptando aos avanços tecnológicos. Além disso, com tamanho impacto na vida dos conectados, o vício se tornou um fator presente na vida de muitos, dificultando relações trabalhistas por, grande parte das vezes, atrapalhar seu desempenho no dia-a-dia.

Decerto, a tecnologia é um dos maiores fatores para a exclusão social no quesito das relações interpessoais. Isso ocorre pelo fato de que, quando inclui-se radicalmente uma nova tecnologia em uma sociedade, aqueles com menor facilidade com a novidade, são excluídos e passam por dificuldades para conectar-se, e nesse quesito, o mercado de trabalho se tornou cada vez mais voraz. Consequentemente, a dificuldade dessa parcela da população em se reinserir no mercado de trabalho é gigante; sem apoio e sem incentivo, a tecnologia se torna um inimigo contra a empregabilidade.

Haja vista a conectividade e praticidade proporcionada pela tecnologia, sua alta intensidade no uso pode causar diversas problemáticas sociais. A mais visível delas é o declínio de desempenho com funções e responsabilidades do indivíduo; quando o uso das redes sociais e da conectividade com o mundo se torna um vício, a pessoa acaba por não conseguir mais concentrar-se nas suas atividades. Dessa maneira, adaptar-se ao mercado de trabalho e exercer funções que exijam concentração é uma dificuldade grande, e por conseguinte, a chance do funcionário não ser mantido é quase uma certeza.

Com o fito de integrar a todos, o Ministro da Tecnologia deve admitir palestrar e campanhas que favoreçam os menos adeptos á era digital. Para isso, é necessário um vínculo com as emissoras de televisão voltadas ao público da terceira idade e com organizações localizadas em regiões de mais difícil acesso a tecnologia, para que sejam feitas palestrar de ensinamento ao manuseio a rede social e assim, reintegrem este público ao moderno mercado de trabalho. Além disso, para que cesse o vício ao uso da tecnologia, o Estado deve implantar medidas de pronto atendimento de psicólogos para atender aqueles que se encontram com dificuldade de liberta-se da constância de uso dos aparelhos. Dessa forma, com a formação de pontos de atendimentos que recebam esses pacientes, estes terão melhor encaminhamento para a vida pessoal e profissional, lidando com suas responsabilidades corretamente.