A importância da cultura digital no mercado de trabalho
Enviada em 29/08/2021
Sabe-se que a sociedade vem numa crescente tecnológica desde a Primeira Revolução Industrial, que ocorreu na Inglaterra do Século XVIII. Por consequência, a revolução industrial forçou os trabalhadores do campo a se adaptarem ao novo mercado que surgira. E, desde o século XVIII, o mercado de trabalho modificou-se intensamente até chegar à atual configuração. Consequentemente, essas transformações formaram um grande contingente de pessoas que ficaram à margem do mundo digital. Destarte, é importante entender a cultura digital como algo estrutural na sociedade do século XXI e reconhecer que o Estado deve investir na inserção da população nessa nova realidade.
Em primeira análise, é fulcral compreender a atual conjuntura mundial. Do ponto de vista desenvolvimentista, as revoluções industriais transformaram a sociedade e as relações de trabalho na base. A Primeira Revolução Industrial inseriu as máquinas a vapor, fazendo os camponeses entrarem nas indústrias; depois, a Segunda Revolução Industrial pôs os automóveis, que disseminaram o Fordismo e o Toyotismo como modelo de produção; e, em seguida, a Terceira Revolução Industrial trouxe os computadores, a internet e a necessidade de conhecimento do mundo tecnológico. Em sintese, vê-se que uma cultura digital já é algo intrínseco na sociedade mundial. Sendo assim, é preciso que haja investimento em mão de obra para trabalhar nas novas demandas do mercado de trabalho.
Ainda nessa perspectiva, segundo o Empresômetro, empresa de inteligência de negócios, o mercado de tecnologia brasileiro aumento 118% em dez anos, sendo o setor de serviço o maior responsável por esse aumento. No entanto, mesmo com crescimento, falta de mão de obra qualificada na área tecnológica, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Diante disso, frisa-se que a desigualdade social é uma barreira para a disseminação da cultura tecnológica, tendo em vista que a educação pública não contém incentivos ou disciplinas voltadas para a construção do conhecimento tecnológico entre uma população menos favorecida, o que impede esse contingente de qualificar-se e, por essa razão, gera a falta de pessoal para cargas que demandam especialização técnica. Em suma, urge que o Estado combata essa desigualdade educacional urgentemente.
Diante dos fatos apresentados, é necessário, portanto, que o Ministério da Educação, por meio da criação da disciplina de educação tecnológica, invista na composição de uma população que tenha acesso à cultura digital desde a mais tenra infância, com vistas a construir uma sociedade mais preparada para as novas demandas do mercado de trabalho. Além disso, é essencial que as empresas privadas ofertem palestras gratuitas aos trabalhadores a fim de corroborar com a capacitação deles. Só assim a cultura digital está presente em todas as instâncias da sociedade.