A importância da cultura digital no mercado de trabalho

Enviada em 16/09/2021

A série “Emily em Paris”, pertencente ao catálogo da Netflix, narra a história da executiva de marketing, Emily Cooper, onde ela está inserida na cultura digital e mostra a importância e vantagens do meio tecnológico no mercado de trabalho. Fora da ficção, cenas como essa vêm se tornando cada vez mais comum, porém, trazendo consigo o afastamento ou queda de alguns ofícios e revelando à inércia governamental.

Nesse sentido, é fulcral pontuar que a quarta revolução de comunicação chegou. No entanto, se antigamente as pessoas divulgavam seu trabalho por panfleto impresso, ou de forma direta apenas falada,na contemporaneidade, logo se pergunta o “@“ do Instagram. Além disso, o novo mercado de trabalho demanda que o funcionário tenha noções básicas computacionais, com isso, coagindo a mudança na forma de trabalhar.Sob esse viés, consolida a ideia de que os profissionais que não estiverem ao lado da tecnologia estarão em direção ao desemprego. Assim como afirma o jornal Uol, com a notícia: “ Aumento de desemprego com a chega da tecnologia”.

Ademais, é válido salientar a negligência estatal como promotora do problema. Haja vista que, não existem leis que incentivem o acesso ao digital, mostrando a importância dessa ferramenta para conquistar uma vaga de emprego. Diante disso, à luz do filósofo contratualista John Locke, configura-se uma violação do “contrato social”, pois o Estado não cumpre um direito indispensável.

Dessarte, a fim de amenizar as consequências do desamparo digital na sociedade brasileira, urge que o Ministério da Educação -órgão responsável por ações públicas no âmbito educacional- inicie a abordagem da cultura digital e sua importância no mercado de trabalho nas escolas, por meio de uma alteração na Base Nacional Comum Curricular, a qual inclua, palestras e simpósios sobre o assunto, a fim de reduzir esse deficit de informações tecnológicas. Dessa forma, haverá a promoção de oportunidades no trabalho, assim como houve para Emily Cooper, na série da Netflix, além de seguir o “contrato social” de John Locke.