A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira

Enviada em 23/03/2019

Na historiografia brasileira, observa-se que desde o “descobrimento” com a chegada dos portugueses ao Brasil ouve uma imposição de dominação da cultura europeia e a luta para manter a sociedade mestiça. No entanto, mesmo com todos esses entraves para manter o povo brasileiro miscigenado, à história que é ensinada nas escolas é aquela que visa apenas o europeu e a minoria branca, surgindo-se assim o preconceito dentro da própria sociedade causado pelo etnocentrismo europeu.

A priori, essa ideia na qual o Brasil só foi descoberto quando ouve a chegada dos colonos portugueses é um fato social. Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar repleta de generalidade, exterioridade e coercitividade. Ou seja,esse ideal etnocêntrico desconsidera a existência de outras culturas e as exclui, limitando-se apenas aquelas a qual temos contato. Esse pensamento que recebe-se dos familiares e da escola faz com o que ocorra o surgimento do preconceito cultural.

A posteriori, a falta de incentivo por parte das escolas para compreender a história tupiniquim e a sua importância para todas as gerações faz com que as interações sociais entre indivíduos do mesmo país, mas com  culturas diferentes sejam menos fluídas e concretas,segundo a teoria da modernidade líquida de Zygmunt Bauman. Nesse segmento, vê-se que como ocorre a ausência de investimento em espaços relacionados a questões culturais muitos jovens tendem a valorizar os costumes e hábitos de outras civilizações.

Portanto, para se atenuar essa problemática e de suma importância que o Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação (MEC) invista por meio de subsídios financeiros obtidos com os impostos em palestras nas escolas  ministradas por historiadores demonstrando a importância das civilizações antigas e como a sua cultura influenciou a sociedade atual. Para que assim seja possível desconstruir esse ideal de etnocentrismo europeu.