A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira
Enviada em 24/04/2019
A desvalorização da cultura nacional tem relação direta com o modelo educacional brasileiro. Nesse sentido, a ausência de um modelo pedagógico libertador alicerça a privação da formação de uma identidade na contemporaneidade. A remodelação da educação brasileira é medida mais frente a problemática.
A colonização do Brasil por Portugal é retratada nos materiais didáticos como um processo iluminador da nação. Dessa forma, acoberta-se a valorização de culturas existentes no território antes deste acontecido e inviabiliza a criação de uma estética brasileira. Uma vez que apaga a história de um povo para padronizar um molde de estética européia.
Ademais, Paulo Freire infere que quando não há liberdade na educação, o sonho do colonizado é assemelhar-se ao colonizador. Logo, a formação de identidade encontra-se comprometida, já que a educação que deveria ser plural é cerceadora de forma a modelar, como fábricas fordistas, um culto ao “descobrimento”. Essa estrutura de apagamentos separa o povo do conhecimento de sua própria história e consequentemente o prestígio pela mesma.
É improtelável que o Ministério da Educação redesenhe o modelo educacional brasileiro de maneira a torná-lo mais abrangente. Esta medida deve ser feita por meio da execução de um projeto de valorização da cultura nacional antes do achamento, trazendo índios nativos para a ampla participação e seu reconhecimento na história do Brasil. E posteriormente a inclusão desde no currículo escolar brasileiro por meio de votação no plenário na Câmara dos Deputados e em seguida no Senado Federal. Afim de tornar a educação libertadora e atribuir a devida importância da cultura popular nacional na construção e na valorização da história do Brasil.