A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira

Enviada em 30/05/2019

Segundo Júlio Cortázar, renomado escritor argentino, ‘‘A cultura é o exercício profundo da identidade’’. De fato, sem a cultura perdemos a noção de pertencimento, é ela que uni, subjetivamente, povos e nações inteiras. Entretanto, é preciso ter equilíbrio na promoção de sua importância, pois pode se transformar em um nacionalismo exacerbado ou, até mesmo, em xenofobia. Ocasionando, assim, a repulsa a outros povos.

Nesse contexto, é importante salientar que, na medida certa, a identidade cultural é de importância fundamental para o autorreconhecimento da cidadania e, também, para a historiografia acadêmica. Segundo a revista Veja, em uma pesquisa realizada pela equipe de psicologia da USP, foi constatado que pessoas que não se sentiam pertencentes a um grupo ou comunidade tinham 60% mais chances de desenvolver depressão ou outros transtornos mentais. Torna-se claro, à vista disso, que a cultura é de primordial relevância para a própria autoconsciência do indivíduo, e a historiografia cumpre um expressivo papel como recordadora e organizadora desses diferentes acontecimentos.

Ademais, outro grande fator nessa problemática é a deturpação da ideia da cultura, gerando conceitos preconceituosos de superioridade étnica, fomentando, assim, a repulsa a diversidade e aos contrastes sociais. Dessa forma, é de fundamental importância a promoção do respeito ao diferente e a convivência com a pluralidade de concepções e costumes.

Fica evidente, portanto, que a cultura é imprescindível para a vida dos indivíduos de qualquer sociedade. Nesse sentido, faz-se necessário que o Governo, por meio do Ministério da Cultura, proporcione palestras à população, contratando educadores e especialistas, para implantar na sociedade a relevância de cada cultura e a importância do respeito a diversidade. Além disso, é preciso que a mídia, por intermédio de seu jornalismo, averigue e denuncia todo tipo de preconceito étnico, para que a intolerância seja combatida ao máximo. Só assim, o respeito a pluralidade será enaltecido e a frase de Júlio Cortázar será colocada em prática.