A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira

Enviada em 09/08/2019

É indubitável a diversidade de povos com tradições ímpares que compõe a nação brasileira. Conquanto, vê-se algumas culturas sendo evidenciadas e nesse hiato, outras em detrimento, aspecto presente desde a colonização portuguesa, a qual muito impôs e pouco  acolheu dos nativos. Tais aspectos, fundados em uma construção eurocêntrica da história mundial,como um todo, perduram, devido a brasileiros que ainda concebem o Brasil, como uma colônia de exploração, submissa a países do exterior, geram grande desconhecimento populacional das origens do país e a perda do esplendor da cultura local.

Precipuamente, é válido atentar-se ao termo: “Síndrome do vira-lata”, popular, mas pouco analisando no cotidiano. A  história em uma observação ampla, foi sempre voltada a cultura europeia, o impasse entretanto, está na incompreensão e perdurar de um modelo gerado há séculos. Hodiernamente a auto-percepção brasileira de “vira-lata”, é expressiva, principalmente em âmbito cultural. É de senso comum, desvalorizar o cinema local e estimar obras de arte europeias e produções norte-americanas, as atribuindo um alto valor simbólico e material. Além disso, a escassez de ciência de aspectos como os chás medicinais difundidos pelos indígenas no Brasil, ou a importância das religiões africanas na identidade do país são presentes. Conjunturas, as quais mostram-se inertes e legitimam a importância de transformações.

Em segunda análise, é notório que o desconhecimento das origens e a estima pelo estrangeiro não devem ser atribuídos em sua totalidade a falta de ações dos indivíduos por elucidação. Afinal, a instrução sobre os nativos brasileiros e os povos africanos que aqui viveram é por diversas vezes posta em segundo plano nas escolas. Cidadãos crescem, festejando o Dia do “Índio”, exposto como percluso e visualizam as tradições africanas como distantes da a suas realidades. Outrossim, consta em ideário marxiano que os meios de produção moldam as ações antrópicas, tópico que pode melhor esclarecer, as motivações de um planeta globalizado valorizando poucas culturas e a partir da construção de superioridade, adquirindo lucro com um valor simbólico atribuído ao estrangeiro e importado.

Carl Jung expôs: " Todos nascemos originais, mas morremos cópias", a vista disso e dos impasses que a desvalorização da cultura brasileira geram, torna-se necessário que o MEC, conjuntamente com o Ministério da Cultura, implantem no currículo escolar, aprofundações sobre as origens do país. E instituam palestras nas escolas, ministradas por historiadores e representantes indígenas e descentes de africanos que vivam hoje no país, para alunos e pais. Ações hábeis a reconstruir concepções errôneas, inertes ao tempo, do Brasil como local de apenas exploração e relevar o mérito do singular.