A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira
Enviada em 30/05/2021
A globalização proporcionou ao mundo uma maior evolução nos processos tecnológicos, dentre eles a informática, a eletrônica, as telecomunicações e outros meios. Diante disso, o capitalismo tornou-se uma ferramenta de homogenização no cotidiana. Nesse sentido, um problema que cerca essa realidade é uma subtistuição das culturas populares nativas por uma “cultura de massa”, o que colaca em risco a importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira. Nesse contexto, é mister analisar seriamente as raízes dessa problemática que são causadas, não só pela lacuna educacional, mas também pela industria cultural.
A priori, a frágil base educacional é a principal responsável por esse imbróglio. De acordo com a filosofo Moacir Gadotti, em “A pedagogia da práxis”, o modelo de escola atual não oferece propostas significativas para as exigências contemporâneas. Nesse sentido, observa-se uma insuficiência de conteúdos relativos à aproximação do indivíduo com as culturas populares, desde os primeiros anos escolares, diminuindo o contato do estudante sobre a importância de estudar e conhecer o multiculturalismo brasileiro. Sob essa pesperctiva, Mario de Andrade, na obra “Macunaíma”, relata as culturas, religiões e costumes na tentativa de valorizar uma identidade brasileira pautada na diversidade. Logo, obra fictícia, alerta a população sobre a importância de valorizar a cultura popular na construção e na valorização de sua história.
Outrossim, os interesses financeiros também contribuem para essa mazela. Theodor Adorno, filósofo da Escola de Frankfurt, cunhou o conceito de Indústria Cultural como um sistema político e econômico que tem por finalidade produzir bens de cultura - filmes, livros, música popular - como mercadorias e, juntamente com os meios de comunicação de massa, obter lucros. Dessa forma, a mídia impõe sutilmente a adoração a uma cultura simples, que o objetiva mais o lucro do que a valorização de uma identidade. Nesse sentido, a incitação frequente da cultura de massa, como protagonista nos meios midiáticas, acarreta no cidadão a errônea associação de que para ser alguém hoje, é necessário imprescindivelmente fazer parte dela.
Portanto, é fulcral a importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira, porém o capitalismo e a falta de conhecimento fazem com que a sociedade tenha uma visão distorcida e errônea sobre esse assunto. Assim, com mudanças, esse panorama pode ser resolvido. Dessa forma, Ministério da Educação deve, em parceria com o Governo Federal, desenvolva “workshops”, em escolas, sobre a importância da cultura para o enfrentamento de problemas sociais e para o equilíbrio da sociedade, a fim de construir um sentimento de valorização de sua historia.