A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira
Enviada em 23/09/2020
Na Semana da Arte Moderna, em 1922, buscou-se valorizar a cultura nacional. Para isso, autores como Tarsila do Amaral produziu obras que retrataram os costumes populares na formação da identidade brasileira. Entretanto, na sociedade atual, esses aspectos são menosprezados, seja pelos reflexos do passado, seja pelos estereótipos criados pela mídia. Nesse contexto, é necessário enfrentar tais entraves para a valorização do povo brasileiro, tal como preconiza a Constituição Federal do Brasil.
Vale destacar, de início, que as características brasileiras foram originadas pela miscigenação de diversas culturas, especialmente entre africanos e europeus. Contudo, ao analisar a história sobre a representatividade dos negros na arte brasileira, depara-se com esses indivíduos sempre em posição de um ser escravizado, visto em cenas cotidianas de trabalho e castigo. No entanto, a contribuição africana para a cultura afro-brasileira vai além de escravismo e submissão, como ressaltou a artista Tarsila do Amaral, em sua obra “A Negra”, a qual ressalta que as relações entre “mulatos” e europeus, durante o período colonial, contribuíram para a formação de uma cultura bastante diversificada, principalmente, na culinária e na língua. Desse modo, é fundamental que as escolas busquem alternativas para o reconhecimento de suas contribuições na construção do país.
Faz–se mister, ainda, salientar que os estereótipos criados pela mídia contribui para a pouca representação do negro na sociedade, uma vez que a coletividade nupérrima vive em meio a um “Estado de Anomia”, definido pelo sociólogo Émile Durkheim, como um espaço de descontrole social, em virtude da incrementação das tecnologias, as quais permitem que os cidadãos propaguem histórias de superioridade de brancos em relação aos negros. Sob tal óptica, as mídias sociais, ao invés de reproduzirem a importância dos hábitos africanos para a identidade brasileira, como a capoeira (hoje considerada esporte) e as comidas típicas da região nordestina, dão lugar ao preconceito cultural, em que 88% da literatura étnica racial exibe o negro como objeto e escravo, conforme dados do G1. Dessa maneira, é inaceitável que práticas ofensivas venham a fazer parte da sociedade contemporânea.
Portanto, cabe ao Ministério da Cidadania, por meio de verbas do Produto Interno Bruto (PIB), promover palestras para todas as regiões do País, com o objetivo de disseminar os costumes dos negros, desde o período colonial, a fim de divulgar a importância desse grupo na construção cultural brasileira. Nessa perspectiva, com a finalidade de melhorar as relações sociais, tais palestras devem ser apresentadas nas mídias sociais e nas escolas, tanto quanto desenvolver com os participantes dinâmicas que mostrem os hábitos africanos, como as danças e as culinárias, assim, proporcionar-se-á sumo bem-estar geral. Destarte, a nação desfrutará dos direitos tificados pela Carta Magna.