A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira

Enviada em 02/01/2021

Monteiro Lobato em sua obra “Sítio do Picapau Amarelo” englobou em sua narrativa figuras icônicas do folclore brasileiro. Com diversas releituras dessa trama exibida na televisão brasileira, o cenário lúdico e a tradição cultural que acompanham os personagens cativam o público. Dessa forma, é de fundamental importância que esses ícones- histórias, linguajar, brincadeiras e afins- culturais tradicionais sejam preservados, visto que a presença da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira é de extrema importancia e não deve ter sua preservação negligenciada como está sendo.

Nesse sentido, é inquestionável o fato que a sociedade é moldada a partir de sua cultura. Os datamentos mais antigos se remetem a chamada “pré história”- termo taxado como ofensivo para muitos historiadores- onde o sedentarismo e as técnicas agricultavéis ganharam fôlego, passando-se tais aprendizados para gerações seguintes, sendo uma espécie de pré requisito de sobrevivência. De maneira analóga, as histórias e costumes antigos só são de conhecimento público por se enraizarem socialmente. Assim, desvalorizar tais elementos de construção social gera desconhecimento identitário.

Outrossim,a arte cultural é uma maneira de se distanciar do caos mundano e desfrutar da imaginação. Os contos de fadas exploram os ambientes lúdicos, onde os cenários são compostos por duendes, castelos e magia, sendo uma valvúla de escape da rotina, tais histórias estimulam a imaginação e dão gatilho à felicidade, melhorando-se, dessa forma, a qualidade de vida do individuo. Sobretudo, a desvalorização de criadores de contúdo lúdico e eventos do gênero causam desânimo em quem vive da arte. Decerto, sem incentivo não há progresso.

Repensar sobre a importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira é, portanto, um tema que não cabe protelação. Desse modo, é oportuno considerar dois agentes emergenciais: a sociedade e ao Estado. Ao primeiro, cabe, incentivar desde a educação primária o individuo a valorizar elementos culturais, por meio de visitas a teatros e afins, com o fito de incentivar a arte e a sua vlorização. Ao segundo, por sua vez, cabe, incentivar projetos culturais, por intermédio da liberação de ambientes públicos para a consolidação de eventos do tipo, visando-se dessa maneira democratizar e valorizar a cultura brasileira. Desse modo, se mitigará a problemática e se construirá cada vez mais uma identidade nacional, e assim como a obra de Lobato se tornou conhecida, outras manifestações de arte também se tornarão.