A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira

Enviada em 31/05/2021

A globalização proporcionou ao mundo uma maior evolução nos processos tecnológicos, dentre eles a informática, a eletrônica, as telecomunicações e outros meios. Diante disso, o capitalismo tornou inerente a homogeneização no cotidiano. Sendo assim, um problema que cerca essa realidade é uma substituição das culturas populares nativas por uma “cultura de massa”, o que coloca em risco a importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira. Nesse contexto, é mister analisar seriamente as raízes dessa problemática que são causadas, não só pela lacuna educacional, mas também pela indústria cultural.

A priori, a frágil base educacional é a principal responsável por esse imbróglio. De acordo com o filósofo Moacir Gadotti, em “A pedagogia da práxis”, o modelo de escola atual não oferece propostas significativas para as exigências contemporâneas. Nesse sentido, observa-se uma insuficiência de conteúdos relativos à aproximação do indivíduo com as culturas populares, desde os primeiros anos escolares, diminuindo o contato do estudante sobre a importância de estudar e conhecer o multiculturalismo brasileiro. Sob essa perspectiva, Mário de Andrade, na obra “Macunaíma”, relata as culturas, religiões e costumes na tentativa de valorizar uma identidade brasileira pautada na diversidade. . Logo, A obra fictícia, alerta a população sobre a importância de valorizar cultura popular na construção e na valorização de sua história.

Outrossim, os interesses financeiros também contribuem para essa mazela. Theodor Adorno, filósofo da Escola de Frankfurt, cunhou o conceito de Indústria Cultural como um sistema político e econômico que tem por finalidade produzir bens de cultura - filmes, livros, música popular - como mercadorias e, juntamente com os meios de comunicação de massa, obter lucros. Dessa forma, a mídia impõe sutilmente a adoração a uma cultura única e simples, que o objetiva mais o lucro do que a valorização de uma identidade. Nesse sentido, a incitação frequente da cultura de massa, como protagonista nos meios midiáticos, acarreta no cidadão a errônea associação de que para ser alguém hoje, é necessário imprescindivelmente fazer parte de seu meio (consumista) cultural.

Portanto, com mudanças, esse panorama pode ser resolvido. Dessa forma, Ministério da Educação deve, em parceria com o Governo Federal, desenvolver “workshops”, em escolas, sobre a importância da cultura para o enfrentamento de problemas sociais e para o equilíbrio da sociedade. Tais atividades devem ser direcionadas aos alunos do Ensino Médio, porém, o evento pode ser aberto à comunidade, a fim de tratar o tema de forma lúdica, a fim de despertar a sensibilidade e construir um sentimento de valorização de sua história.