A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira
Enviada em 05/06/2021
O Modernismo foi um movimento artístico que revolucionou o panorama nacional na segunda metade do século XX, uma vez que o período foi marcado pela constante busca da identidade nacional, promovendo a valorização da cultura e do povo brasileiro. Analogamente, embora transcorrido aproximadamente um século desde o período supracitado, a cultura popular ainda detém uma grandiosa importância para a construção e a valorização da história brasileira, seja na formação de uma consciência e uma identidade culturais, seja no combate à padronização dos costumes.
De início, é necessário ressaltar que a Constituição Federal preceitua, no artigo 215, que o Estado deve garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional, apoiando e valorizando essas manifestações. Dessa forma, a erudição acerca do tema possibilita a formação intelectual dos brasileiros no que tange às raízes históricas que compõem o país, o que corrobora o reconhecimento e a apreciação dos elementos culturais provenientes da significativa diversidade, além de reforçar princípios de tolerância, de respeito e de acolhimento às diferenças. Logo, é notório o caráter profícuo do entendimento cultural para a construção uma nação sábia e empática.
Outrossim, o processo da Globalização ampliou as possibilidades de comunicação e, consequentemente, a transmissão dos valores culturais, o que proporcionou a interação entre os mais variados locais sem a necessidade de uma integração territorial. No entanto, esse processo não é igualitário, posto que determinados centros economicamente dominantes transmitem em maior número os seus elementos culturais, em detrimento daqueles menos abastados. Posto isso, é possível estabelecer um paralelo com a Indústria cultural, termo criado pelos sociólogos Theodor Adorno e Max Horkheimer, no início do século XX, que analisa a capacidade de gerar e controlar os padrões de comportamento e os costumes das pessoas, fomentando a homogeneização das culturas e arrefecendo os valores locais.
Portanto, o Ministério da Cidadania deve investir em políticas e ações públicas que promovam a disseminação dos padrões culturais das regiões do país, por meio da criação de centros de preservação cultural, concentrando, nesses ambientes, os costumes, as histórias, os mitos e a culinária de cada local, além de instigar a realização de feiras e comemorações baseadas nos hábitos regionais, com o intuito de democratizar e estimular o acesso às fontes da cultura nacional. Ademais, o Ministério da Educação deve investir na introdução de aulas e dinâmicas, nas escolas, que explicitem as obras do patrimônio histórico nacional. Somente assim, será possível atender plenamente aos objetivos modernistas.