A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira

Enviada em 02/07/2021

Inicialmente, antes que se possa analisar a importância da cultura popular na construção e na valorização da história do Brasil, é necessário avaliar a condição humana de forma geral. Assim sendo, a filósofa Hannah Arendt, ao vislumbrar aspectos da sociedade, percebeu que os indivíduos são, inerentemente, seres sociais. Em consonância a isso, Émile Durkheim, sociólogo, considera que o meio social molda o ser. Por conseguinte, percebe-se que a cultura popular representa o espectro de uma comunidade livre e democrática.

Em primeira análise, é valido citar o documentário “Escolarizando o mundo”, pois, essa obra elenca a percepção da importância de uma sociedade livre e heterogênea. Ademais, é discorrido nela que devido à necessidade - imposta - de nações se adequarem aos moldes globalizados, ocorre constantemente uma “aculturação” de países e povos inteiros. Além disso, no Brasil há casos que demonstram os impactos dessa aculturação; o livro “Relatório Figueiredo: Genocídio brasileiro”, do jurista Álvaro Souza Cruz, narra atrocidades cometidas contra os povos indígenas - em nome da “modernização” de seus costumes, no século XX.

Em segunda análise, com base nos elementos supracitados, percebe-se que, quando a cultura popular é desrespeitada ou ignorada, há um golpe contra a democracia. E, quanto a isso, é viável constatar que a democracia não é apenas a vontade da maioria, mas, também, a inclusão da minoria - segundo a construção teórica do filósofo Rudolf Smend - e, portanto, não é necessária uma planificação cultural. Outrossim, é de suma importância postular que, assim como constata o economista David Ricardo, cada nação deve adaptar-se para seus próprios limites e singularidades - o que inclui a necessidade de se preservar as tradições populares do povo brasileiro.

Em suma, a cultura popular estabelece as bases do desenvolvimento de uma sociedade democrática e a valorização dessas tradições torna a nação livre, portanto, é necessário preservar essa história e isso é responsabilidade estatal. E, para tanto, o Ministério da Cidadania em parceria com o Ministério da Educação devem criar programas sociais de conscientização para valorização dessas tradições brasileiras, por meio de aulas e palestras públicas de pesquisadores da cultura em questão. O que, por consequência, fortalecerá o princípio da liberdade, a fim de estruturar uma sociedade humanitária - nos moldes da comunidade internacional que preza pela liberdade e pela democracia.