A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira
Enviada em 17/08/2021
A vinda forçada de diversos povos de origem africana ao Brasil, durante o período de colonização, marcou o início de um intenso processo de miscigenação, gerando assim a criação de uma cultura nacional extremamente diversa. Na contemporaneidade, tal premissa tem se tornado cada vez mais evidente. Devido a diversas interferências externas de outros grupos imigratórios, que também deixaram marcas na herança cultural da federação como: indígenas, japoneses e italianos. Por isso, faz-se necessária a discussão acerca do pilar da importância da construção de uma identidade nacional e como a sua desvalorização afeta o seu povo.
Nesse contexto, o alto índice populacional e a grande extensão nacional contribuíram para a pluralidade de costumes populares aqui existentes. Haja vista que, sua composição é marcada por cores, músicas e alegria. O que justifica o fato do país ser um dos destinos de viagem principais em épocas festivas, já que a autenticidade é uma das principais características da pátria. Na música do cantor Jorge Ben Jor, afirma “moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”. Tal trecho, ressalta a importância do nacionalismo, no caso ter orgulho do seu lugar de origem e das suas tradições, como forma de manter todo esse conjunto de hábitos vívidos não apenas nos livros de história como também no cotidiano da população.
Tal cenário, tem encontrado empecilhos, pois a homogeneização da cultura se caracterizou como um evento cada vez mais presente no cotidiano. O fenômeno de massificação se apresenta como um fator de quebra da diversidade já que o passado de uma nação perde espaço para a cultura de um país dominador, que neste caso é os Estados Unidos. O que corrobora, no esquecimento e desvalorização de tudo aquilo que provém de dentro do território. Na obra cinematográfica, “Pocahontas 2”, retrata a história de uma mulher indígena que tem que viajar à Europa para convencer a nobreza de que seu povo não é uma ameaça, mas se vê obrigada a adotar os costumes do homem branco para poder ser ouvida. Isso comprova o quão prejudicial é tal problemática, pois incentiva o preconceito com o que é diferente e a inferiorização do indivíduo.
Percebe-se, que ainda há muito a ser alterado na forma de lidar com tal situação. Logo é dever do Estado como agente mediador, o aumento de verbas destinado ao Ministério da Cultura através de mudanças orçamentais com a intenção de incentivar a produção de materiais artísticos como: filmes, livros e músicas com o objetivo de atrair o público para consumir materiais brasileiros com o intuito de diminuir assim o processo de massificação destrutiva. Para que narrativas como a do filme “Pocahontas 2” se encontrem apenas na ficção.