A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira

Enviada em 25/08/2021

O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional Brasileira, mas também para o país que, atualmente, enfrenta inúmeros empecilhos na construção e na valorização da importância da cultura popular acerca da história do país. Esse panorama ainda vigente é atestado em consequência de uma vasta omissão pública e escolar agregada de uma escassa influência midiática.

Sob esse viés, um ponto que merece ser salientado refere-se às estátuas produzidas para homenagear os Bandeirantes no estado de São Paulo que antes eram considerados precursores do povoamento no Brasil. Todavia, tais expedições visavam o aprisionamento e perseguição dos indígenas bem como, sua comercialização no mercado escravista. Nessa perspectiva, segundo o sociólogo Émile Durkheim, a escola é uma instituição formadora de opinião e fundamental para a plena convicção dos invíduos, dessa maneira havendo um lapso na transmissão de todas as informações necessárias, as pessoas podem tirar conclusões preciptadas no que concerne ao passado brasileiro e assim, enaltecer e idolatrar cidadãos inadequados.

Ademais, cabe ressaltar a falta da intervenção da mídia em relação à problemática, visto que seriam os principais meios da atualidade onde poderiam ser apresentadas pautas e esclarecimentos sobre a dimensão indígena e africana no desenvolvimento do Brasil. Enquadra-se também rememorar as pesquisas feitas por Adorno e Horkheimer sobre a indústria cultural, as quais afirmavam que a imprensa possui grande capacidade de atuar na conduta da sociedade já que os indivíduos podem ser facilmente manipulados.

Portanto, é de indubitável importância que o Governo Federal, numa ação conjunta com a Câmara dos Deputados, escolas e centros educacionais liberem verbas o suficiente para que haja um rearranjo nas formas de ensino e que sejam prorrogadas por meio de leis mais persistentes a necessidade de disseminar e formar opiniões com mais conhecimento e noção sobre o assunto objetivando assim, potencializar a gratidão e enaltecimento que esses povos merecem por seu passado histórico. Do mesmo modo, cabe aos centros midiáticos interferirem com mais frequência na vida da sociedade trazendo discursos verídicos e conceituados sobre a memória nacional por meio de filmes, publicações, reportagens e entrevistas com descentes afro-brasileiros e indígenas, tencionando influenciar a população acerca da primordialidade da cultura popular na construção e valorização da história brasileira tal como, honrar a adaptação feita na Bandeira Nacional em 1889.