A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira

Enviada em 20/09/2022

Um provérbio africano diz “quando não sabes mais para onde vais, para, vira para trás e olha de onde vens”. Essa afirmação se faz necessária na sociedade atual. Seja pela falta de educação cultural eficaz nas escolas, seja pelo preconceito racial ainda vigente, há dificuldade na construção e na valorização da história brasileira.

Primeiramente, em dezenove de Abril, anualmente no Brasil, comemora-se o Dia do Índio, amplamente divulgado pelas instituições escolares. Porém, especialmente nesta data, os colégios propõe atividades que, ao invés de desmistificar a cultura indígena, reforçam paradigmas criados desde a colonização, como a percepção de que esse povo é algo alheio à civilização. Então, partindo do princípio que só há uma raça - a humana, as contribuições dos povos originários à nação atual devem ser reconhecidos no cotidiano.

Além disso, no Brasil recém descoberto pelos europeus, a demonização jesuíta das práticas indígenas deixou de herança para os cristãos - católicos ou protestantes - a condenação da própria cultura. Para exemplificar, a rezadora indígena, Alda Silvia, diz à UOL sobre atuais missionários: “falam que cocar, brinco e colar é coisa do diabo”. Desse modo, percebe-se a errônea mistura das crenças pessoais com os agentes contribuidores para a identidade coletiva.

Logo, é necessária a intervenção do Ministério da Educação associado à Funai (Fundação Nacional do Índio). Estes, atuariam através de um Plano Nacional de Incentivo às Origens, com palestras conscientizadoras nas escolas públicas expondo os elementos indígenas no hodierno. Também, seriam essencias campanhas nas redes socias do MEC reforçando os mitos e verdades sobre os indígenas. Assim, ajudariam os jovens e crianças a entenderem e respeitarem de onde vêm e projetarem para onde vão.