A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira

Enviada em 04/10/2022

O escritor Gilberto Dimestein, na obra “O cidadão de Papel”, delata a ineficiência de instrumentos jurídicos, o que evidencia uma cidadania ilusória - metáfora usada pelo autor. Nesse contexto, pode-se associar tal alegação à realidade brasileira, hodiernamente, como a importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira. Mormente, isso é ocasionado pela indiferença estatal e pela ausência de empatia, feitos que eternizam essa problemática.

Com efeito, consoante ao declarado no trecho “Ninguém respeita a Constituição”, na canção da Legião Urbana “Que país é esse”, a omissão do governo impossibilita a resolução eficaz da falta de dimensão dada à cultura popular na composição e reconhecimento da memória brasílica. Por sua vez, essa conjuntura origina-se de tal modo que há desrespeito à Lei das Diretrizes Curriculares e por não haver um estudo sério da história ou da cultura Afro brasileira em escolas, sobretudo, públicas. Portanto, indivíduos padecem com desvalorização dos negros como sujeitos históricos, na medida em que são formadores da sociedade brasileira e favorecem o multiculturalismo, e por isso têm as garantias, previstas na legislação pátria, desprezadas, visto que não há respeito à Carta Magna.

Ademais, o egoísmo no corpo social é um entrave à solução do mérito da cultura popular na formação e no enaltecimento da narrativa brasilense. Nesse sentido, em sua tese “Modernidade Líquida”, o filósofo Zygmunt Bauman afirma que a contemporaneidade é caracterizada pela instabilidade das relações sociais. Acerca disso, frisa-se que a inércia coletiva expõe a verdade bauniana ante a um povo que não tem as raízes valorizadas e perder-se-á na multidão. Isso decorre devido à compulsão de cidadãos com suas vontades patrimoniais, assim, menospreza-se a comunidade. Logo, a insensatez cidadã afeta a identidade da nação e favorece a dispersão de culturas de massa, que são impostas pelos meios de comunicação.

Destarte, o Secretária Especial da Cultura deve criar ações esclarecedoras em plataformas digitais, tais como Youtube e TikTok, por meio de filmes informativos sobre a estruturação da apreciação da trajetória do Brasil. Afinal, essa dinâmica tem o propósito de mitigar a negligência do Estado e o descaso da sociedade com a empatia, além de refutar as conclusões defendidas em “Modernidade Líquida”.