A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira

Enviada em 10/11/2022

Ao analisar a identidade e a cultura braisleira, vê- se que há uma miscigenação entre diferentes etnias, como a africana, a europeia e a indígena. Apesar da grande diversidade cultural, ideias como a democracia racial, proposta por Gilberto Freyre, e a democracia cultural ainda não são realidade. Para tal, é necessário não só o reconhecimento do diferente, mas também sua valorização. Como consequência, tornou-se frequente uma construção de memória que diminuia o valor de determinadas culturas, como a cultura popular. Isso é devido, em partes, à educação precária quantos às matrizes históricas brasileiras.

Em primeira análise, estão as diretrizes curriculares para estudo da história. Embora a culura africana esteja presente como herança linguística no cotiadiano brasileiro, somente com a lei 10.639/03 que ela passou a fazer parte da lista de matérias a serem ensinadas em sala de aula. Desse modo, é notório que apesar da participação na construção da identidade nacional, o reconhecimento como parte constituinte da história foi lento e ainda é deficitária, visto que nem sempre as matrizes educacionais são seguidas. Logo, a educação configura-se como o principal meio de transmissão de saberes e sua má qualidade corrobora para a não valorização da cultura popular.

Ademais, a narrativa da história brasileira foi escrita durante muitos séculos por europeus, os quais buscavam valorizar a sua própria cultura, julgando-a superior. Essa visão deixou resquícios que ainda permeiam a sociedade, como o racismo, um dos maiores exemplos do não reconhecimento do outro como igual e uma das formas de desvalorização da contribuição histórica de determinada etnia na cultura popular. Portanto, fica evidente que o racismo e a narrativa distorcida da identidade nacional atuam como empecilho a valorização da história brasileira.

Destarte, a fim de reconhecer a importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira, o Poder Executivo, mais especificamente o Ministério da Educação, deve, investir na conscientização e na educação de qualidade, por meio de debates e verbas educacionais.