A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira
Enviada em 25/06/2023
Durante o período colonial, povos indígenas, africanos e brancos coexistiram no Brasil, fato que gerou um sincretismo cultural. Por conseguinte, tal processo resultou em diversos legados culturais, por exemplo, a prática do catolicismo no território brasileiro. Dessa forma, é indubitável valorizar os elementos históricos presentes na nação, porque eles são fundamentais na construção cidadã. Todavia, o preconceito e a intolerância religiosa dificultam o processo.
Primeiramente, em convergência com o artigo " O Preconceito Cultural e Linguístico Enraizado nas Regiões do Brasil", as porções regionais Norte e Nordeste são as que mais sofrem ataques devido à forma de verbalizar. Sem dúvida, além dessa prática ser considerada crime, o presente infortúnio é, também, um elemento que viola o patrimônio cultural, pois as múltiplas variedades linguísticas do Brasil constituem um legado da formação sócio-histórica dessa nação.
Em segunda análise, no livro “Conservadorismo Moral e Serviço Social”, a assistente social Paula Bonfim afirma que, apesar da escravidão ter sido descontinuada, elementos dessa época continuam presentes na sociedade, exemplificativamente, a intolerância à religiões de matriz africana. Certamente, esse preconceito arraigado é um elemento que descumpre a Constituição Federal, visto que é um ataque direto ao direito de expressar crenças religiosas.
Logo, é extremamente importante resolver os obstáculos na prservação da identidade e história do povo brasileiro. Para isso, cabe ao Governo Federal acabar com o preconceito. A realização dessa medida é viável, por meio da criação e democratização de cartilhas em todos os setores sociais, como escolas e comércio,sobre os malefícios da aversão ao outro e do repúdio religioso, e destacar as legislações contra esses crimes. É necessário que o material informativo contenha linguagem clara e objetiva para facilitar o entendedimento. Decerto, será possível formar cidadãos esclarecidos, isto é, que utilizem a autonomia racional em prol de uma sociedade melhor, conforme proposto pelo filósofo Immanuel Kant.