A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira
Enviada em 16/09/2023
De acordo com o elucidado no texto “Exaustos, correndo e dopados”, da jornalista Eliane Brum, os indivíduos são incapazes de alteridade, o outro se tornou alguém a ser excluído, bloqueado ou mesmo deletado. Essa afirmação relaciona-se a falta de importância dada a cultura popular como parte da construção e valorização da história do Brasil, visto que a negliência governamental e o individualismo perpetuam esse problema.
Nota-se, a princípio, que - na sociedade brasileira - existe um descaso estatal associado ao esquecimento da cultura popular como parte da história brasileira. Nesse sentido, no livro “Cidadão de Papel”, verifica-se a materialização de que os direitos previstos na Constituição Cidadã de 1988 não são garantidos a todos os cidadãos na prática. Esse fato é demonstrado no sucateamento da cultura, pois Estado não promove campanhas para expandir a diversidade e a importância das práticas culturais, como a capoeira, o frevo e o bumba-meu-boi. Desse modo, essa atitude gera o esquecimento e a invisibilidade dessas tradições que configuram a identidade brasileira.
Ademais, segundo o filósofo zygmunt Bauman, em sua tese “Modernidade Líquida”, a contemporaneidade é marcada pela volatilidade das relações socias: a fragmentação dos laços afetivos e o individualismo. Sob esse viés, ressalta-se a passividade coletiva perante a negação de culturas de origem africana na contrução da cultura brasileira e da história do Brasil demonstra a realidade bauniana. Isso acontece, porque, infelizmente, muitos indivíduos - preocupados com seus desejos pessoais - não se importam com a tradição do outro e não buscam meios de denunciar, por exemplo, a intolerância com religiões de matriz africana, as quais sofrem com a destruição de seus terreiros e a morte de seus líderes. Dessa forma, a irresponsabilidade cidadã perpetua osdiscursos de ódio, o ciclo da intolerância e a tentativa de silenciamento da miscigenação cultural brasileira.
Portanto, cabe ao Governo investir parte do produto interno bruto para valorização da cultura popular como parte da contrução e identidadeda história brasileira. Isso deve ser feito por meio da disponibilização dessa verba para a cri a