A importância da cultura popular na construção e na valorização da história brasileira

Enviada em 27/10/2023

A Constituição de 1988 foi um marco na história do Brasil, pois foi a primeira vez que o país teve um constituição que tem como uma de suas bades o direito a cultura e a educação. No entanto, esse avanço se mostrou insuficiente, visto que a formo como a cultura e repassada na sociedade e nas escolas, é de um jeito precario assim como na história. Nesse contexto, deve-se analisar como a negligência estatal e a secundarização dos direitos no Brasil impulsionam tal problemática, com o intuito de solucioná-la.

Diante desse cenário, nota-se a inoperância governamental como fator agravante na falta de valor dado para a cultura brasileira. De acordo com o geógrafo Milton Santos, em seu texto “As Cidades Multiladas”, a cidadania atinge à plenitude de sua eficácia quando os direitos do corpo social, em sua totalidade, são homogeneamentes desfrutados. Todavia, no contexto hordierno, a passividade do Estado distancia a população negligenciada dos direitos constitucionalmente garantidos, à media que, as pessoas vão se distanciando da cultura, acabam tornando-a invisivel na sociedade, e portanto o dirieto de todos de saber e ter o conhecimento da sua real natureza vai se esvaindo. Dessa forma, enquanto a máquina pública negligenciar suas responsabilidades, o problema perdurará e a cultura continuará a ser mutilada de forma sistemática.

Além disso, é notório como no Brasil houve uma secundarização histórica dos direitos. Nesse sentido, no livro “A Elite do Atraso”, o autor brasileiro Jessé Souza, discorre sobre como o desenvolvimento do Brasil foi guiado por uma elite interessada apenas nos lucros rápidos e todos os direitos da população ficaram à mercê e, como consequência, uma má conduta da cultura em si, levando a desvalorização da história.

Em suma, o cenário exige uma ação robusta do Estado e da sociedade civil. Portanto, a União, por meio do Ministério da Cultura, deve criar um plano de apoio, como campanhas e palestras, com fundo próprio, em escolas e universidades, buscando o público com uma deficiência cultural. Além disso, a sociedade deve se unir para eleger representantes que visem a diminuição de tal problema. Assim, garantindo os direitos dos constituintes de 1988.