A importância da educação a distância no Brasil
Enviada em 23/07/2019
Livros, tecnologia, internet e aprendizado. Essas palavras formam o cenário da educação à distância no Brasil. Sendo essa modalidade dotada de flexibilização, promove uma facilidade ao acesso à educação por toda população. Para melhor compreensão do tema, questões como a Constituição e a desigualdade social devem ser observadas.
A priori, uma análise sobre a Constituição deve ser feita. Essa é o conjunto de leis que rege uma nação, explicitando aos cidadão seus direitos e deveres. Sob essa ótica, é garantido na Carta Magna brasileira o acesso à educação para todos. Contudo existem barreiras como, por exemplo, a deficiência no transporte público, que ocasionam a evasão escolar, ou seja, o abandono da educação. Devido a isso, o ensino a distância é uma alternativa para solucionar o problema, pois em qualquer lugar o elemento pode assistir suas aulas. Além disso, faz valer o pensamento de John Locke de que o Estado deve promover as necessidades básicas do indivíduo como a educação. Portanto, o Governo Federal deve ampliar o acesso ao ensino à distancia.
Outro fator a ser averiguado é a desigualdade social. Segundo Karl Marx existem dois grupos sociais: os dominantes e os dominados, ou seja, os que possuem capital e aqueles que vendem sua força de trabalho. Nesse sentido, os donos dos meios de produção conseguem frequentar regularmente um ensino presencial, assim como podem proporcionar tal feito aos seus filhos. Em contrapartida, os trabalhadores não possuem essa disponibilidade sendo obrigados a escolher sustentar suas necessidades básicas em detrimento do seu estudo. Nesse cenário, o ensino à distancia é uma opção para o fim do ciclo desigual que perpetua na sociedade, já que por meio da educação há a possibilidade de ascensão social. Dessa maneira, o Ministério da Educação deve garantir a igualdade na qualidade dos cursos presencial e a distancia.
Diante dos fatos supracitados, a educação à distância promove a democratização da educação. Logo, o Governo Federal deve incorporar essa modalidade nas universidades federais, possibilitando seu ingresso por meio de programas como o Sistema de Seleção Unificada e o Programa Universidade para Todos, a fim de que essa alternativa seja cada vez mais acessível a todos. Ademais, cabe ao Ministério da Educação fiscalizar as universidades que oferecem o ensino EaD, exigindo que possuam a mesma carga horária de aulas práticas e de estágios, para que os elementos tenham a mesma qualidade e estrutura de um ensino presencial. Assim, o ensino à distância ajudará cada vez mais a população brasileira.