A importância da educação a distância no Brasil

Enviada em 24/08/2019

A vinda da família real para o Brasil, em 1808, trouxe desenvolvimento para a educação no país. Nessa época, a primeira universidade e livraria foram fundadas permitindo que mais jovens pudessem ter acesso a formação acadêmica sem que precisassem viajar para o exterior para tal fim. De forma análoga, hoje, o ensino a distância permite mais acesso ao ensino superior sem a necessidade que o aluno saia de casa. Todavia, ainda há preconceito da sociedade para com essa modalidade de ensino.

Primeiramente, cabe destacar que o ensino EAD reduziu a distância entre aluno e sala de aula por utilizar o meio virtual. De acordo com o sociólogo Pierr Levy, a cibercultura é a troca de saberes por meio online, realidade abordada nesse tipo de instrução, já que otimiza o tempo na troca de informações entre as pessoas. Outro fator relevante, é o baixo custo dessa modalidade. Por causa disso, é crescente a procura dessa modalidade de ensino, como prova o site do INEP, o qual mostra que, atualmente, esse modo já ocupa um terço do total de alunos cursando ensino superior. Comprova-se, assim, os benefícios do ensino a distância.

Apesar das vantagens, ainda há preconceito da sociedade no discurso:“faculdade EAD é diploma comprado”. O ensino a distância teve início, quando no Jornal do Brasil foi encontrado um anúncio sobre curso de datilografia por correspondência. Hoje em dia, dispomos de tecnologia para tal. Por isso, em 2005, o MEC começou a reconhecer cursos realizados online, com rigorosa avaliação anual das instituições que oferecem esse serviço. Nas plataformas de estudo, são exigidas a participação do aluno em fóruns e a apresentação de trabalho escritos. Vale ressaltar, que, em vista dos proveitos citados, essa medida do estado veio para concordância ao artigo sexto da constituição federal brasileira, a qual afirma que a educação é um dos direitos sociais do cidadão. Nesse sentido, a falta de conhecimento a respeito do funcionamento do ensino superior EAD ainda influencia negativamente, por exemplo, na contratação ,uma vez que o diploma do curso presencial é mais valorizado.

Fica claro, portanto, que não há motivos para implicância com essa variante de ensino. Assim, o Ministério da edução juntamente com a mídia deve divulgar mais sobre o andamento dessa atividade a distância, recorrendo a comerciais de televisão para a desconstrução da cisma contra o ensino EAD. De forma contribuinte, o Estado, deve exigir que empresas deem preferência para diplomas desse gênero por meio de citação, no alvará de funcionamento, que pelo menos 50% dos funcionários contratados que possuam esse tipo de formação. Dessa forma, será possível que os indivíduos com esse tipo de certificado tenham mais oportunidades de mudar o mundo, como disse Paulo Freire:“Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo.”.