A importância da educação a distância no Brasil

Enviada em 09/10/2019

A Associação Brasileira de Educação a Distância(ABED), fundada em 1995, tem como objetivo estimular a prática e o desenvolvimento de projetos não presenciais de ensino no país. Contudo, apesar dos avanços conquistados pela organização, a nova modalidade educacional ainda enfrenta desafios para sua consolidação, o que se deve tanto a mentalidade retrógrada da sociedade, quanto a evasão dos alunos. Nesse sentido, convém analisar os principais obstáculos e possíveis medidas relacionadas a esse revés social.

A priori, vale ressaltar a insegurança dos indivíduos com a Educação a Distância(EaD) como um empecilho. Acerca disso, é pertinente citar o pensamento do relevante escritor norte-americano Fuller, no qual ele declara que ‘‘a humanidade obtém tecnologias corretas, mas não as usam com finalidade de educação’’. Seguindo tal premissa, vê-se que o demérito de muitas pessoas impede que o meio virtual torne-se uma ferramenta didática e popular, tendo em vista o não reconhecimento da qualidade e segurança que muitos cursos onlines oferecem. Dessa forma, a concepção errônea, dificulta a democratização do ensino dinâmico no país.

Outrossim, a falta de disciplina do aluno mostra-se como fator preponderante para a problemática em questão. De acordo com recentes dados da ABED, cerca de 49% dos brasileiros não concluem os cursos oferecidos pela EaD. Isso ocorre, pois, diferentemente das aulas presenciais, o modelo virtual permite autonomia ao indivíduo, na medida em que, esse, é responsável por organizar e otimizar seus estudos em qualquer ambiente. Consequentemente, por estarem sujeitos à diversas distrações, o rendimento escolar dos estudantes é afetado, o qual, muitas vezes, reflete no abandono da nova metodologia educativa.

Destarte, considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para coibir essas barreiras. Assim, cabe ao Ministério da Educação, desmistificar a visão da sociedade em relação ao ensino a distância, mediante a provisão de atividades extracurriculares nas escolas e universidades, que apresentem a credibilidade e praticidade de acesso às plataformas digitais, a fim de promover maior adesão do jovens à elas. Junto a isso, é vital que os cursos criem dispositivos de maior controle sobre os alunos, com o propósito de gerar maior comprometimento deles com as aulas. Só então, será factível assegurar o engajamento e a valorização dos brasileiros à essa modalidade educacional.