A importância da educação a distância no Brasil
Enviada em 29/10/2019
Vivemos em uma era tecnológica na qual a relação entre estudantes e técnicas de aprendizagem é modificada devido aos novos mecanismos de ensino. Sendo assim, a educação à distância (EaD), como representante dessa mudança, se torna uma importante ferramenta inclusiva e socioeducativa para discentes que buscam a diversificação e flexibilidade do aprendizado. Entretanto, ainda há problemas nacionais a serem enfrentados em relação à EaD, no tocante a dificuldade de acesso à internet e qualificação dos cursos disponibilizados. Obstáculos esses que preconizam o crescimento qualitativo dessa modalidade.
Inicialmente, observa-se que esta variante de ensino é a que mais cresce no Brasil, como revelam dados do Ministério da educação (MEC). Evidenciando assim, a busca por uma educação mais acessível em relação ao custo, geralmente mais baixo que o de cursos tradicionais. E pela flexibilidade de horários, diferentes dos presencias. Como analisado pelo psicólogo Jean Piaget, a aprendizagem é um processo ativo e personalizado. Relacionando tal análise com o crescimento da EaD no país, conclui-se que o estudante utiliza-se dos avanços tecnológicos para dinamizar seu aprendizado.
Porém, ao passo que se consolida no meio acadêmico, tem como um dos obstáculos à exclusão digital de parte da população. Uma vez que a malha cibernética no país é deficitária, muitos estudantes são excluídos dessa forma de ensino. Segundo dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), via pesquisa TIC domicílios, cerca de 30% da população brasileira não tem acesso á internet. E sem esse recurso à EaD não é acessível, deixando de se tornar solução, por exemplo, para estudantes que residem longe dos centro urbanos, locais onde predominam os polos educacionais.
Todavia, o aumento do número de cursos à distância exige o aumento da fiscalização e estruturação desta modalidade. Com o intuito de garantir a qualidade dos mesmos, uma vez que muitas escolas e universidades visando a maximização do lucro, não se preocupam com a qualidade do ensino distribuído. O que recai no preconceito no meio acadêmico e no mercado de trabalho sobre à EaD.
Levando-se em consideração tais aspectos, cabe ao MEC junto às secretarias de educação proporcionar uma fiscalização maior sobre a EaD. Através, por exemplo, da aplicação de provas semestrais de avaliação aos discentes dessa modalidade, e do corpo docente dos centros fornecedores desses cursos. Em relação a melhoria da malha cibernética cabe ao governo federal realizar, com o auxílio de escolas e centros de ensinos, a construção de salas de informáticas, em locais deficitários de acesso à internet, para que a população usufrua dos benefícios desse recurso.