A importância da educação a distância no Brasil

Enviada em 30/10/2019

De acordo com o educador Paulo Freire, a educação é um mecanismo que pode transformar a sociedade. Nesse sentido, o EaD (Ensino a Distância) possibilita essa transformação, pois é uma alternativa de inclusão e flexibilidade para quem almeja o ensino superior. Desse modo, certamente, os indivíduos mais velhos e oriundos de escola pública representam grupos que mais beneficiam-se com a modalidade.

Em primeiro lugar, pessoas mais maduras inserem-se com maior frequência na graduação virtual para alcançarem a formação profissional. Em um censo da Associação Brasileira de Ensino a Distância, é comprovado que a maioria dos inscritos no EaD possuem faixa etária de 26 a 40 anos. Essa preferência ocorre por causa da facilidade em estudar virtualmente, visto que não necessita de locomoção e rotinas mais elaboradas. Por isso, é uma solução para aqueles que não possuem tempo e disposição por estarem inseridos no contexto laboral, ou seja, indivíduos de idade mais avançada.

Por conseguinte, o ensino remoto é um fator a favor de alunos que não estudaram em instituições privadas e de qualidade. Uma pesquisa do Ministério da Educação apresentou que cerca de 60% dos alunos do programa a distância estudaram integralmente em escolas públicas. Portanto, pessoas de classes sociais inferiores, que, consequentemente, não tiveram acesso ao ensino de excelência, podem usufruir da formação superior por menores preços e maior rapidez, conseguindo empregos com salários mais elevados e abertos a maiores possibilidades.

Levando em consideração os fatos mencionados, denota-se que o EaD apresenta uma margem de facilidade e inclusão, Para reforçar esse papel, é imprescindível que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) invista, por meio de verbas governamentais, em avaliações semestrais para professores e alunos. Os exames deverão medir o nível de ensino da modalidade, podendo modificar aspectos negativos, a fim de melhorar e atingir mais alunos. Com isso, mudará a sociedade, como propôs Freire.