A importância da educação a distância no Brasil
Enviada em 02/11/2019
Em 1996, foi decretado, na Constituição Cidadã, a lei que considera a educação a distancia como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino ocorre com a utilização de meios e tecnologia de informação e comunicação. Nesse contexto, é evidente as profundas inovações benéficas que a tecnologia promoveu para o sistema educacional, no entanto, essa nova modalidade de ensino não está totalmente acessível para a sociedade, principalmente para os mais necessitados. Indubitavelmente, essa negligência está intrinsecamente ligada à falta de inclusão digital da população que, consequentemente, não consegue obter acesso a educação.
Em primeiro lugar, é fulcral pontuar que o acesso escasso à internet, no Brasil, é um dos empecilhos que dificultam a inclusão da população na educação a distância. Acerca dessa premissa, as classes socioeconômica baixas, ficam excluídas de alcançar uma modalidade de ensino mais flexível e como novas metodologias que lhes garantiriam um melhor acesso a educação. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia, cerca de 30% da população brasileira não tem acesso à internet, sendo que grande parte desse percentual corresponde tanto a indivíduos da classe social C como a população do meio rural. Isso demonstra, portanto, que há um obstáculo para democratizar o ensino a distancia.
Ademais, é notório que devido à falta de inclusão das pessoas nos meios cibernéticos, grande parte da população não consegue obter acesso à educação tanto a distância como presencial. A esse respeito, os vários problemas mobilidade atrelado ao cotidiano fatigante da sociedade dificulta o engajamento dessas pessoas no ensino presencial. Diante disso, os indivíduos abandonam a educação escolar e ficam sem acesso ao elemento fundamental da sua formação profissional, os estudos. Seguindo essa linha de raciocínio, o sociólogo Karl Marx sustenta a ideia de que é necessário oferecer educação para todos os cidadão, a fim da ascensão das classes baixas. Assim, torna-se imprescindível a atuação de órgãos do Estado para a plena democratização do ensino a distância.
Portanto, é inquestionável que a modalidade de ensino a distância proporcionou um grande avanço para flexibilizar o processo educativo da sociedade, no entanto, é necessário expandir essa inovação para todos, independentemente, dos fatores socioeconômicos e regionais. Logo, cabe ao Ministério da Educação e Cultura, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio de programas socioeducativos, disponibilizar para pessoas de classe baixa o acesso à internet por via satélites. Além disso, conceder aparelhos eletrônicos que promovessem a inclusão desses indivíduos na informática e, assim, facilitar o acesso ao ensino a distância. Possivelmente, dessa forma, o Brasil alcançaria inclusão digital, bem como a total democratização da educação a distância.
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