A importância da educação a distância no Brasil
Enviada em 02/11/2019
Steve Jobs, um dos fundadores da empresa Apple, desvelou que a tecnologia move o mundo. Contemporaneamente, o ensino a distância explicita o pensamento de Jobs ao se tornar uma alternativa requisitada no Brasil por proporcionar flexibilidade e facilidade para muitos. Contudo, o acentuado cenário de educação a distância possui empecilhos que erguem-se pela má-gestão estatal e pela compactuação dos próprios usuários.
Em uma primeira análise, o relevante quadro de EaD no Brasil constrói-se pela negligência da máquina pública. Isso porque, não há inclusão social para todas as camadas da sociedade, visto que apenas 67% dos brasileiros têm acesso a internet de qualidade, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). John Locke, um importante expoente da filosofia moderna, vislumbrou que o Estado deve garantir direitos básicos ao indivíduo, incluindo a educação. Todavia, ao destinar grande parte dos investimentos para o ensino não-presencial, secundarização o presencial, ocorre a exclusão das margens desconectadas do país, haja vista o dado apresentado do Ipea.
Ademais, em um segundo plano, a disciplina do próprio estudante também é responsável por essa profunda conjuntura. Essa correlação decorre devido ao fato de que a ausência de responsabilidade no ensino por meios tecnológicos acarreta diversas vezes na evasão escolar, uma vez que em decorrência da acumulação de matéria, não-adaptação a metodologia e a falta de tempo e interesse, os alunos optam pela desistência do aprendizado. O Censo-EaD realizou uma pesquisa na maioria das instituições, que possuem essa forma de ensino, que a maior dificuldade enfrentada é a evasão, cuja taxa média em 2014 foi de até 25%.
A ineficácia estatal e a grande carga autoresponsável dos alunos, portanto, instauram secularmente o paradigma de ensino a distância. À vista disso, com a finalidade de formar uma sociedade alfabetizada, seja da forma que for, o Poder Executivo Federal, sob a forma do Ministério da Educação, deve elaborar investimentos para que EaD tenha menor taxa de evasão, por meio da criação de órgãos, que funcionarão em horário letivo, responsáveis por fiscalizar os alunos e promover medidas de maior flexibilidade de horário para aqueles que trabalham e estudam. Nesse sentido, espera-se construir uma realidade empírica baseada no desenvolvido acadêmico de todos de forma igualitária.