A importância da educação a distância no Brasil
Enviada em 11/04/2020
A Carta Magna de 1988 assegura o direito à educação a todos os cidadãos. Evidentemente, a pedagogia à distância tem se mostrado como um progresso em relação à democratização desse direito constitucional. Nesse contexto, com o fito de aprimorar o ensino longínquo, cabe discutir os aspectos positivos e negativos, e interferir nestes com o fito de promover qualidade no panorama educacional.
Mormente, é válido ressaltar o conceito de “Modernidade Líquida”, elaborado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, segundo o qual o individualismo, a celeridade e o imediatismo caracterizam a contemporaneidade. Dessa forma, em um mundo cada vez mais ágil, no qual os indivíduos muitas vezes ocupam vários ofícios ao mesmo tempo, consequentemente não tendo tempo para comparecer presencialmente em uma unidade física de ensino, acaba impedindo que parte da população tenha acesso à educação. A importância do ensino à distância, porém, é essencial para quebrar esse quadro de indiferença, uma vez que o discente pode se matricular em cursos disponibilizados em horários diversos para que possa estudar, inclusive, no conforto de sua própria residência. Destarte, a pedagogia à distância é uma ótima ferramente para levar a educação àqueles que não podem ter acesso por ela, seja por motivos geográficos, seja pelo tempo.
Em contrapartida, é evidente que há uma discrepância qualitativa entre os cursos fornecidos presencialmente e distanciais. A esse respeito, avaliações divulgadas pelo MEC(Ministério da Educação e Cultura) apontam que cursos à distância possuem cerca de três pontos a menos que os presenciais, o que evidencia uma disparidade entre essas modalidades. Isso ocorre devido à carência de fiscalização, o que incentiva certas instituições de ensino a aplicarem metodologias educacionais ineficientes, tal qual não disponibilizarem aulas práticas em cursos técnicos ou de graduações, fornecendo um ensino de baixa qualidade que afeta negativamente a formação profissional e educacional desses indivíduos. Tristemente, discentes de cursos à distância terão de conviver com esses aspectos onerosos enquanto nada for feito.
Urge, portanto, uma solução definitiva para que esses aspectos negativos tornem-se positivos. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, instituição que tem o dever de promover equidade educacional, criar um base curricular padronizada que deve ser seguida por todas as instituições que oferecem cursos à distância, o qual deve estabelecer horas de curso, e aulas práticas presenciais caso necessário. Tal medida deve ser feita mediante fiscalizações realizadas presencialmente por pedagogos orientados em cada educandário, sendo possível detectar qualquer irregularidade. Assim, poder-se-á ter uma educação à distância de qualidade, indo a favor da Constituição Federal do país.